INVESTIGAÇÃO EM CURSO

Pais de criança morta podem estar ligados a "comando terrorista" em BH

Mãe alegou que filho foi vítima de tiro acidental em Itabirito; PM apreendeu dinheiro, arma e anotações do tráfico de drogas

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Os pais da criança de 2 anos que morreu nessa quinta-feira (16/4) após ser baleada na cabeça são suspeitos de integrar o Comando Terrorista da Alkimin (CTA), organização criminosa que, segundo a Polícia Militar, atua no aglomerado Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte (MG).

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Conforme registrado na ocorrência, policiais militares estiveram em uma propriedade rural no Bairro Balneário Água Limpa, em Itabirito, na Grande BH, onde Adraque Gabriel Vieira de Assis teria sido baleado. O local exato do incidente ainda não está confirmado.

No local, os militares conversaram com um homem que se identificou como caseiro da propriedade do casal. Segundo a polícia, ele forneceu informações contraditórias sobre o paradeiro do pai da criança, um homem de 32 anos.

No imóvel, a polícia localizou e apreendeu pouco mais de R$ 10 mil em espécie, uma pistola semiautomática de calibre 9 milímetros, munições, uma máquina de contagem de cédulas, uma balança de precisão, três cadernos com anotações de valores “possivelmente relacionados” ao tráfico de drogas e dois telefones celulares. 

Suposto tiro acidental

A mãe alegou, segundo inicialmente relatado pela polícia, que o menino estava brincando quando encontrou uma arma de fogo e acabou efetuando o disparo. Em nova apuração na noite desta sexta-feira (17/4), o Estado de Minas verificou que essa informação não consta no boletim de ocorrência.

Após o ocorrido, ainda segundo a Polícia Militar, o casal teria levado a criança inicialmente à Base de Serviço Operacional da concessionária EPR Via Mineira em busca de socorro. Essa informação, porém, também não consta no boletim de ocorrência.

A EPR Via Mineira informou que, assim que o veículo chegou à base, a equipe de resgate prestou os primeiros socorros e encaminhou o menino em estado grave ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.

No registro policial, foi informado que o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) recebeu a informação de que foi a mãe, de 31 anos, quem deu entrada com a criança no Hospital João XXIII, onde a morte foi confirmada.

A mulher foi encaminhada à 4ª Delegacia de Homicídios, na Região Leste da capital, onde prestou depoimento e foi liberada. No documento policial, consta que o pai não havia sido localizado até a finalização do registro.

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Na manhã desta sexta-feira, a Polícia Civil informou que as diligências estão em curso na delegacia em Itabirito “para a completa elucidação do caso”.

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