ARBOVIROSES

Dengue: metade das cidades de MG em alerta para infestação do mosquito

Índice que mede a presença do Aedes aegypti nas casas aponta 422 municípios em situação crítica, enquanto outros 184 estão em risco de surto de dengue

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Mais de 400 ou quase a metade dos 853 municípios de Minas estão em situação de alerta e mais de 180 em situação de risco para infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Os dados constam do primeiro Levantamento Rápido de Índices para o Aedes Aegypti (LIRAa) de 2026, divulgado ontem pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).

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O levantamento, referente a janeiro, fevereiro e março, aponta que 184 municípios foram classificados em situação de risco, com o Índice de Infestação Predial (IIP) igual ou superior a 3,9%; 422 estão em situação de alerta, com o IIP entre 1% e 3,9%; e 213 apresentaram índice satisfatório de infestação (inferior ou igual a 0,99%).

Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Prosdocimi, os dados do LIRAa são fundamentais para direcionar as ações de combate ao mosquito. O levantamento é feito por amostragem, com visitas a imóveis sorteados, onde agentes identificam possíveis criadouros e coletam larvas para análise.

Os principais focos do mosquito continuam sendo encontrados dentro ou no entorno das residências, em locais como caixas d’água destampadas, vasos de plantas, pneus e recipientes que acumulam água. A eliminação desses criadouros é considerada a medida mais eficaz para reduzir a transmissão.

Apesar do cenário dentro do esperado para o período sazonal das arboviroses, o estado registra, até o momento, redução nos casos de dengue em comparação com 2025, embora mantenha monitoramento diante de suspeitas e aumentos localizados em municípios do interior e na capital, Belo Horizonte.

De acordo com o Painel de Vigilância das Arboviroses, até a 15ª semana epidemiológica deste ano, fechada no último dia 10, o estado contabilizou 45.091 casos prováveis de dengue, sendo 15.887 confirmados. No mesmo período de 2025, foram registrados 94.724 casos prováveis e 71.371 confirmações, indicando redução expressiva de quase 80% na incidência da doença em 2026. Ainda assim, há 10 óbitos confirmados e outros 26 em investigação. No mesmo período do ano passado, porém, havia duas mortes em investigação e 87 confirmadas.

Na capital mineira, o cenário segue uma tendência distinta. As notificações de casos prováveis passaram de 923 em 2025 para 2.903 neste ano, uma alta de quase 215%. Ainda assim, o número de confirmações permanece mais baixo, com 375 casos confirmados até o momento – uma queda de mais de 50% em relação aos 798 do ano passado – e um óbito em investigação.

No interior, alguns municípios enfrentam crescimento acentuado da doença. Em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, a prefeitura decretou situação de emergência na segunda-feira (13/4) após aumento de 268% nos casos de dengue. O município registra 1.811 casos confirmados da doença e 1.468 atendimentos relacionados à chikungunya, somando mais de 3.200 ocorrências de arboviroses.

O decreto, com validade inicial de 60 dias, autoriza a intensificação de medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti, incluindo mutirões de limpeza, visitas domiciliares e fiscalização de imóveis. De acordo com a prefeitura, um dos principais desafios tem sido a grande quantidade de criadouros do mosquito encontrados em imóveis e terrenos vagos, o que reforça a necessidade de mobilização da população para eliminação de focos do mosquito.

O primeiro óbito confirmado por dengue em Minas este ano foi registrado em Uberlândia, também no Triângulo. A vítima era uma mulher com mais de 90 anos, com comorbidades, que morreu em 2 de janeiro. Durante coletiva em fevereiro, o secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, afirmou que o estado tem intensificado ações de enfrentamento nas regiões com maior incidência da doença, especialmente no Triângulo Mineiro.

Chikungunya e Zika

De acordo com o Boletim Epidemiológico de Monitoramento das Arboviroses, Minas também registra cerca de 7,3 mil casos prováveis de chikungunya e 32 de zika até a 15ª semana epidemiológica de 2026. Mesmo com o aumento observado nas últimas semanas, as autoridades destacam que esse comportamento é esperado para o período sazonal.

A SES-MG também explica que a participação da população é essencial para o controle das arboviroses, especialmente na eliminação de água parada em ambientes domésticos. O monitoramento contínuo e as ações preventivas seguem como principais estratégias para conter a doença e evitar novos óbitos no estado.

O que é o LIRAa?

O LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti) é uma metodologia de amostragem utilizada por municípios para monitorar a presença de focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Ele identifica áreas de risco, permitindo ações rápidas de combate à proliferação.

O que é o IIP?

O Índice de Infestação Predial (IIP) mostra o percentual de imóveis com a presença de larvas do Aedes aegypti em relação ao total pesquisado. O resultado é dividido em três situações: satisfatório, de 0% a abaixo de 1%; alerta: 1% a 3,9% e risco de surto; 3,9% ou mais.

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Estiagiária sob supervisão da editora Vera Schmitz*

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