PL em BH propõe nome de rua em homenagem a Henry Borel
Projeto de vereador prevê mudança em logradouro de Venda Nova e cita conscientização sobre proteção infantil
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Um Projeto de Lei (PL) nº 763/2026 propõe alterar o nome da Rua X, no bairro Rio Branco, Região de Venda Nova, em Belo Horizonte, para “Henry Borel”. A iniciativa é de autoria do vereador Mozair Braga e foi protocolada na Câmara Municipal da capital mineira.
Na justificativa, o parlamentar afirma que a homenagem busca manter viva a memória do caso e reforçar a importância da proteção de crianças e adolescentes. “Relembrar a história de Henry Borel não é apenas resgatar um episódio trágico, mas também reafirmar o compromisso coletivo de evitar que casos semelhantes se repitam, fortalecendo a rede de proteção às crianças e adolescentes”, escreveu.
O texto também menciona que a mudança teria caráter educativo. “Ao atribuir seu nome a um logradouro público, o Município de Belo Horizonte contribui para manter viva a memória dessa causa, promovendo a conscientização permanente da população sobre a importância da defesa dos direitos das crianças, conforme preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”, acrescenta.
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A reportagem entrou em contato com o vereador, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.
Relembre o caso
Henry Borel, então com 4 anos, morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, que era vereador Jairo Souza Santos Júnior à época, no Rio de Janeiro.
Segundo investigações da Polícia Civil, o menino foi vítima de extensas agressões. Laudos apontaram hemorragia interna, laceração hepática e múltiplas lesões pelo corpo. A polícia concluiu que houve emprego de tortura. A criança chegou sem vida a um hospital da Zona Oeste do Rio. Ele havia passado o fim de semana com o pai, Leniel Borel e retornado à casa da mãe na noite anterior.
Um mês após a morte, Monique Medeiros e Doutor Jairinho, como Jairo era conhecido, foram presos. Ambos respondem por homicídio qualificado, tortura e coação. As acusações incluem o agravante de o crime ter ocorrido em ambiente familiar e contra menor de 14 anos.
Julgamento
O julgamento de Monique Medeiros e Dr. Jairinho estava previsto para 23 de março, no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, mas foi adiado após advogados de defesa do réu deixarem a sessão. A juíza Elizabeth Louro remarcou a data para 25 de maio e advertiu que, em caso de novo abandono da defesa, o julgamento poderá ocorrer com defensor público.
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Se condenados, os réus podem cumprir penas superiores a 50 anos de prisão, conforme as acusações apresentadas pelo Ministério Público.