Novos trens chegam ao metrô de BH após décadas de espera
Duas composições desembarcaram na capital; primeiro trem deve começar a operar até o fim de abril, após fase final de testes
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Belo Horizonte recebeu, nesta terça-feira (31/3), mais dois trens destinados ao sistema metroviário da Região Metropolitana. Até o fim do ano, está prevista a chegada de 24 unidades ao todo, com investimento estimado em cerca de R$ 700 milhões, conforme divulgado pelo governador Mateus Simões (PSD).
Outro trem já havia sido entregue a BH em janeiro.
A previsão é de que um dos dois novos trens entre em operação comercial até o fim de abril, após a conclusão de procedimentos técnicos.
Outras duas unidades já estão em deslocamento da China para o Brasil, e mais duas ainda aguardam embarque. A expectativa do governo estadual é que dez novos trens estejam em circulação até o fim deste ano, atendendo às linhas 1 e 2.
Segundo Simões, a renovação da frota atende a uma demanda antiga dos usuários do metrô. Ele afirmou que a modernização do sistema é aguardada há décadas pela população.
Frota e investimento
A compra das novas unidades foi antecipada em dois anos pela concessionária responsável pela operação, com apoio do Governo de Minas.
O secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno, também afirmou que a chegada das composições deve contribuir para melhorias operacionais no sistema
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Fase de testes
Antes de transportar passageiros, os trens passam por uma série de testes técnicos. O primeiro veículo, chamado de “unidade de tipo”, funciona como um modelo para a aprovação dos outros.
De acordo com o governo, mais de 80% das etapas já foram concluídas. Ao todo, são mais de 90 procedimentos e cerca de 2,1 mil verificações, incluindo testes estruturais, operacionais e de desempenho.
Entre os itens avaliados estão aceleração, frenagem, funcionamento de sistemas internos, além do nivelamento com as plataformas, considerado essencial para garantir segurança e acessibilidade.
Origem dos recursos
Parte dos recursos utilizados na modernização do metrô está vinculada ao acordo de reparação pelo rompimento da barragem de Brumadinho, firmado em 2021 entre o poder público e a mineradora Vale.
O desastre deixou 272 mortos e gerou impactos ambientais e sociais em Minas Gerais. Uma parcela das verbas tem sido usada para as obras de mobilidade urbana no estado.
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*Estagiaria sob supervisão da subeditora Fernanda Borges