Uma operação de pente-fino realizada nesta terça-feira (24/3) no presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves (MG), na Regiaão Metropolitana de Belo Horizonte, resultou na apreensão de drogas, celulares e outros materiais proibidos dentro da unidade. A ação mobilizou 240 policiais penais e teve apoio de equipes especializadas, cães farejadores e drones.
Durante a vistoria, foram recolhidos 93 micropontos de substâncias ilícitas (drogas K), além de porções análogas à cocaína, maconha e K4, que ainda passarão por testes. Também foram apreendidos sete celulares, carregadores, fones de ouvido, um smartwatch, bateria e outros itens utilizados para comunicação e armazenamento.
Itens apreendidos
- 93 micropontos de droga sintética
- 35 substâncias análogas à cocaína
- 99 substâncias análogas ao fumo
- 41 substâncias análogas à maconha
- 7 aparelhos celulares
- 6 carregadores
- 1 carregador de relógio
- Fones de ouvido
- 1 smartwatch
- 1 chip
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A operação foi acompanhada pelo governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), que reforçou a diretriz de endurecimento no controle do sistema prisional. “Nosso comportamento com a população carcerária será o de absoluto rigor", ressaltou, em coletiva de imprensa.
Segundo o governador, entre as medidas em andamento estão a instalação de bloqueadores de sinal de celular em unidades classificadas como de segurança máxima e o reforço em investigações sobre a entrada de materiais ilícitos, incluindo a atuação de visitantes. “Nós vamos continuar intensificando as operações de pente fino para deixar claro que quem está dentro da cadeia não tem direito de se comunicar com a população que está no exterior", destacou.
“Cadeia não é lugar de droga, cadeia não é lugar de telefone e podem ficar atentos que nós vamos começar a investigar de forma mais atenta a entrada dessas substâncias, inclusive com relações a advogados e a visitantes que estão levando esses materiais lá para dentro. Eu tenho plena confiança nos meus agentes que estão na Dutra Ladeira para ter certeza de que não foi por meio da polícia que isso entrou lá dentro", completou.
A vistoria também evidenciou problemas estruturais no presídio. A muralha e as guaritas apresentam condições consideradas inadequadas para o trabalho dos agentes penais, com relatos de insalubridade e falhas que comprometem a segurança e a observação externa. A previsão é de que obras de reconstrução e reforço dessas estruturas comecem nas próximas semanas, com conclusão estimada ainda no período seco.
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“Elas (as guaritas) são absolutamente insalubres para permanência de um agente nosso ao longo de um dia inteiro, de uma noite inteira. Não oferecem segurança física, é perigoso até por questão de mofo que tem lá dentro, por questão respiratória. A forma como elas estão hoje, elas dificultam até o trabalho de observação. Nós temos problema de altura de janelas que tem que ser alteradas, então nós estamos refazendo a muralha e as guaritas para que a gente possa ter uma melhor condição de observação e de trabalho para os agentes ali", informou.
