O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou nesta quarta-feira (11/3) que denunciou três investigadores e um escrivão da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por envolvimento com uma organização criminosa que, por meio do roubo e furto de carga no estado, causou mais de R$ 5 milhões em prejuízos a empresas e produtores de café.

Os policiais foram presos no último dia 3 de março, durante a segunda fase da operação Carga Pesada, realizada em Belo Horizonte e em Ribeirão das Neves, na Grande BH. As diligências foram realizadas na ocasião pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Polícia Militar. 

Os policiais presos eram ligados ao Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) e são acusados de atrapalhar investigações, negociar propina e repassar informações privilegiadas.

Conforme o Ministério Público, os policiais usavam a função pública para exigir vantagem indevida, omitir atos de ofício e inserir declarações falsas em documentos públicos, entre outros crimes. A pedido do MPMG, a Justiça determinou a conversão da prisão temporária dos acusados em preventiva. 

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

A primeira fase da operação ocorreu em 24 de junho de 2025 contra os integrantes da organização criminosa, cuja base ficava no município de Patrocínio (MG), no Alto Paranaíba. Na ação, 24 pessoas foram presas. Além disso, foram aprendidos 23 veículos, 38 aparelhos celulares, quatro armas, munição, computador, R$ 36 mil, joias e 51.900 pesos argentinos.

compartilhe