Investigadores e escrivão da Polícia Civil são presos em operação do MP
Os policiais civis são ligados ao Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) e são suspeitos de integrar quadrilha
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Uma operação chefiada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Patos de Minas, Alto Paranaíba, resultou na prisão temporária de três investigadores e de um escrivão da Polícia Civil de Minas Gerais na manhã desta terça-feira (3/2). A ação faz parte da Operação Carga Pesada II e investiga o envolvimento dos agentes em uma organização criminosa especializada em roubo e furto de cargas.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão nas cidades de Belo Horizonte e Ribeirão das Neves, Região Metropolitana da capital.
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De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), os policiais civis são ligados ao Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) e são suspeitos de integrar uma associação criminosa composta também por agentes públicos.
As investigações apontam que os servidores teriam praticado crimes contra a administração pública, mediante o recebimento de vantagens indevidas de integrantes da organização criminosa denunciada na primeira fase da Operação Carga Pesada.
A ofensiva é conduzida pelo Gaeco de Patos de Minas, com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais e da Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais.
Segundo o MPMG, o grupo investigado na etapa inicial da operação é apontado como responsável por crimes como roubo e furto de cargas, desvios patrimoniais e adulteração de veículos.
Primeira fase
A primeira fase da Operação Carga Pesada foi deflagrada em junho do ano passado e cumpriu 25 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão nos municípios de Patrocínio, Uberaba, Ibiá e Alfenas, em Minas Gerais, além de Caruaru (PE) e Itaitinga (CE).
Conforme divulgado anteriormente pelo MPMG, a organização criminosa é investigada por envolvimento em roubos de cargas de café, causando prejuízo superior a R$ 5 milhões às vítimas.
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As apurações indicam que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas, desde a subtração das cargas até a revenda dos produtos. Além dos roubos, os investigados também são suspeitos de envolvimento em adulteração de veículos e outras fraudes para dificultar a identificação dos crimes.
Na ocasião, mandados foram cumpridos em diferentes estados, evidenciando o caráter interestadual da operação criminosa.