Era madrugada de quinta-feira (5/3)quando as primeiras equipes do Corpo de Bombeiros chegaram ao Bairro Jardim Vitória, na Região Nordeste de Belo Horizonte (MG), após o desabamento da Casa de Repouso Pró-Vida. O colapso do prédio matou 12 pessoas e mobilizou cerca de 140 militares ao longo de quase 30 horas de buscas. A última vítima foi localizada por volta das 6h da manhã desta sexta-feira (6/3).

Segundo o tenente Elias Cristovam, porta-voz da operação, a principal dificuldade foi a segurança da cena, com elementos estruturais ainda pendurados e risco constante de novos desmoronamentos. “Trabalhamos embaixo de locais já colapsados, com lajes e vigas que poderiam cair sobre as pessoas”, explicou.

Parte das equipes havia atuado na tragédia que atingiu recentemente Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata, e seguiu direto para a capital mineira. “É uma vocação mesmo. Alguns estão trabalhando há 48 horas, desde quarta-feira às oito da manhã. Conseguimos manter ininterruptamente o efetivo em campo”, relatou o tenente Cristovam.

Ele também ressaltou que há apoio psicológico para a manutenção da saúde mental: “A gente também é ser humano e lidamos com essa situação, com pilares, com os amigos de quartel, com a família que a gente tem no quartel e com a nossa família em casa”.

Além da instabilidade da estrutura, os bombeiros precisaram remover materiais pesados, como colunas, vigas e pedaços de laje, com o apoio de um caminhão tipo munck. O trabalho sensível buscou evitar novos acidentes enquanto as vítimas eram resgatadas.

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Os militares realizaram a desmobilização e estabilização da cena, que foi recebida com aplausos da comunidade local.

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