O Corpo de Bombeiros pediu que possíveis vítimas do desabamento ocorrido na madrugada desta quinta-feira (5/3), no Bairro Jardim Vitória, na Região Nordeste de Belo Horizonte (MG), batam nos escombros para ajudar na localização durante as buscas.
Segundo o tenente Henrique Barcellos, a estratégia é usada para que os militares consigam ouvir sinais de vida sob a estrutura desabada. Até o momento, uma pessoa morreu - uma idosa, cuja idade ainda não foi divulgada.
“Das 20 vítimas restantes, já retiramos seis vítimas com sinais de vida preservados. Elas foram encaminhadas ao Hospital Odilon Behrens e à UPA Nordeste”, afirmou o tenente.
Elcione Menezes, da Defesa Civil, confirmou que a edificação está com alvará em funcionamento até 2030. Relata ainda que o incêndio, acontecido há dois anos no local, não comprometeu a estrutura e que também não existe risco geológico.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, 29 pessoas estavam no prédio de três andares no momento do desabamento. No primeiro pavimento funcionava o lar de idosos, chamado Pró-Vida. No segundo ficava a residência do proprietário do imóvel e, no terceiro, uma academia de ginástica. No térreo também havia uma clínica de bronzeamento.
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Ainda segundo os bombeiros, nove pessoas conseguiram sair do imóvel por conta própria. Outras vítimas foram resgatadas com vida e encaminhadas para atendimento médico, a maioria idosos. O tenente Henrique Barcellos fala que 13 pessoas ainda estão sendo procuradas, uma em comunicação com os militares, que a ouviram bater nos destroços. “Estamos montando três frentes para retirá-la dos escombros”, diz.
Morador da região, Wagner Luiz, de 37 anos, contou que conhece os proprietários do asilo. Segundo ele, um dos donos, de nome Renato, foi levado para o Hospital Odilon Behrens, enquanto outro, conhecido como Renatinho, ainda estaria entre os escombros.
“A estrutura parecia boa, com vigas firmes. Não sei como essa casa caiu do nada”, afirmou.
A Guarda Municipal informou que o desabamento ocorreu por volta de 2h da madrugada. No momento do acidente não chovia e o prédio não fica próximo a encostas. As causas do colapso ainda são desconhecidas.
Outro morador da região, Washington Pereira, de 45 anos, que vive a cerca de cinco casas do local, relatou que ouviu um forte estrondo durante a madrugada.
“Não estranhei o barulho na hora, mas meus cachorros começaram a latir sem parar. Depois começaram a chegar viaturas e fiquei sabendo que era algo grave. Não tive coragem de ir lá ver”, disse.
A rua foi interditada para os trabalhos de resgate. Equipes do Corpo de Bombeiros, Samu e Polícia Militar atuam na ocorrência. Ao todo, cerca de 15 viaturas dos bombeiros estão no local.
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No imóvel afetado funcionava a Casa de Repouso Pró-vida (um lar de idosos), uma academia e uma clínica de bronzeamento. Familiares de moradores também começaram a chegar ao endereço em busca de informações. As buscas pelos soterrados continuam na manhã desta quinta-feira.
