Mulher que matou homem é inocentada após alegar abuso da filha
Homicídio aconteceu em 11 de abril do ano passado, no Bairro Taquaril, Região Leste da capital. Mulher foi absolvida por conselho de sentença
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A mulher acusada de matar o companheiro, em 11 de abril do ano passado, no Bairro Taquaril, Região Leste de Belo Horizonte (MG), foi absolvida no início da noite desta terça-feira (24/3). No dia seguinte ao crime, durante audiência de custódia, ela teve a prisão domiciliar decretada por ter uma filha menor de idade.
O conselho de sentença, formado por sete jurados, acolheu o pedido de absolvição da defesa, sob justificativa de que a mãe agiu motivada por violenta emoção. Ela alegou que a filha, à época com 11 anos, havia sido abusada sexualmente pelo homem.
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Segundo a assessoria do Fórum Lafayette, a menina prestou depoimento, o que embasou a decisão dos jurados. O fórum, no entanto, não divulgou o teor das declarações.
No dia do crime, de acordo com a então ré, em depoimento nesta terça, o homem chegou à casa dela embriagado. Os dois foram dormir e, de madrugada, ela acordou com a filha gritando. A mulher descreveu que o homem estava com a calça abaixada e tentava tapar a boca da criança.
Já no boletim de ocorrência da PM consta que ela declarou ter visto o homem "alisar" a filha dela logo após ele chegar em casa. Segundo essa versão, ela fingiu que não percebeu e chamou a vítima para tomar uma cerveja na sala. No copo do homem, a suspeita, no entanto, adicionou um remédio para dormir e ele bebeu. Ao depor nesta terça, porém, negou que tenha dopado o homem.
Durante o julgamento, ela contou que conseguiu arrastá-lo até a sala, pegou uma faca e deu vários golpes nele. Depois de matá-lo, disse que um jovem ouviu barulhos e movimentação dentro da casa e decidiu entrar. Por outro lado, à Polícia Militar, ela relatou que, depois do crime, entrou em contato com um adolescente, de 17 anos, para que eles pudessem desovar o corpo.
Só então, eles combinaram de retirar o homem do local e levar para uma mata. Lá, ela colocou fogo no corpo. Segundo a denúncia do Ministério Público, o órgão genital do homem foi decepado enquanto ele ainda estava vivo.
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Para a Polícia Militar, ela disse que teve relações sexuais com a vítima para “facilitar” o crime e, assim que ele dormiu, esfaqueou-o inúmeras vezes. Em seguida, ela o acertou diversas vezes na cabeça com um pedaço de madeira. No depoimento desta terça, ela negou ter feito sexo com ele.