Fhemig: trabalhadores entram em greve nesta terça-feira (17/3)
Ao todo, 15 hospitais públicos de BH, Região Metropolitana e interior de Minas irão aderir ao movimento, segundo sindicatos da categoria. Veja quais
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Os trabalhadores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) entram em greve, por tempo indeterminado, a partir desta terça-feira (17/3). A categoria reivindica melhores condições de trabalho e reajuste salarial.
Conforme divulgado pela Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais (ASTHEMG) e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Rede Fhemig (Sindpros), a decisão foi tomada em assembleia geral dos profissionais da fundação.
A reunião foi realizada na última quarta (11/3), motivada pela insatisfação e precariedade das condições de trabalho e de atendimento aos pacientes. A greve inicia às 7h desta terça, mesmo dia em que também ocorrerá concentração e assembleia na porta do Hospital João XXIII, no Centro de Belo Horizonte, às 9h.
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Em comunicado enviado pelo sindicato ao Estado de Minas, constam as principais queixas dos trabalhadores dos hospitais públicos. Uma delas é o sistema informatizado Tasy, implantado pela Fhemig em algumas unidades. Conforme a categoria, a novidade tem causado atrasos na administração de medicamentos e agravado o estado de pacientes.
O Sindpros também alega a falta de estrutura no Hospital Regional de Barbacena. Segundo o sindicato, os pacientes estão sendo transferidos para as ambulâncias debaixo de chuva devido à falta de espaço coberto para que os veículos estacionem em frente ao hospital.
Ainda conforme a liderança sindical, a fundação impôs que os profissionais cumprissem, em fevereiro, o equivalente a 30 dias de trabalho, mesmo o mês tendo 28 dias. Os trabalhadores tiveram que trabalhar plantões extras, sem direito a folga e sem receber pelo dia excedente.
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O sindicato também expôs reclamações acerca de desconto no salário da alimentação durante as férias, falta de pagamento do vale-transporte e sobrecarga de trabalho. Além disso, o reajuste de 5,4% concedido pelo governo de Minas foi considerado insuficiente pelos trabalhadores, já que, de acordo com o Sindpros, as perdas salariais dos últimos três anos representam 12,59%.
O que diz a Fhemig?
Procurada pelo EM, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) afirmou em nota que "mantém canais abertos para ouvir e dialogar sobre as demandas de seus servidores e reforça seu compromisso com a manutenção da assistência eficaz e de qualidade aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)."
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Hospitais em greve
- Hospital Pronto Socorro João XXIII
- Maternidade Odete Valadares
- Hospital Infantil João Paulo II
- Hospital Alberto Cavalcanti
- Hospital Júlia Kubitschek
- Hospital Eduardo De Menezes
- Instituto Raul Soares – Psiquiátrico
- Casa De Saúde Santa Izabel (Betim)
- Centro Hospitalar Psiquiátrico – Barbacena
- Hospital Regional De Barbacena
- Hospital Regional Dr. João Penido - Juiz De Fora
- Casa De Saúde Padre Damião – Ubá
- Hospital Regional Antônio Dias - Patos De Minas
- Casa De Saúde Santa Fé - Três Corações
- Casa De Saúde São Francisco De Assis (Bambuí)