MG: adolescente faz live com arma em escola e ameaça fazer ato terrorista
A réplica de arma de fogo tinha frases de ódio como "odeio judeus" e referências a um ataque cometido a mesquitas na Nova Zelândia em 2019
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Um adolescente de 16 anos foi preso pela Polícia Civil em Ipatinga, no Vale do Aço, nesta terça-feira (10/3), após fazer uma live no TikTok na qual aparece em frente a uma escola ameaçando atirar contra estudantes no fim das aulas.
A gravação foi identificada pela própria plataforma digital e comunicada às autoridades, que iniciaram uma força-tarefa para encontrar o responsável. Segundo a investigação, o jovem usava uma réplica de arma de fogo com frases inscritas que fazem referência a terrorismo, racismo e conteúdo antissemita. Ao ser encontrado, ele afirmou que tudo não passava de uma “brincadeira”.
A escola em frente à qual o vídeo foi gravado não é a mesma em que o jovem estuda, embora esteja na mesma cidade.
De acordo com a delegada Talita Martins Soares, responsável pelo caso, quando a plataforma retirou a live do ar e enviou o registro, por volta de 15h, havia a suspeita de que tivesse sido gravado na região de Guaxupé, no Sul de Minas. “Foi montada uma força-tarefa entre as unidades policiais. Durante os levantamentos, o setor de inteligência conseguiu descobrir que na verdade era em Ipatinga”, explicou. Por volta das 18h do mesmo dia, os investigadores já tinham identificado o adolescente e localizado a sua residência.
Apreensão
Os policiais encontraram o garoto em casa e ele admitiu ser o responsável pela gravação. Entregou o revólver de brinquedo e as luvas que estava usando no vídeo. Também foram apreendidos o celular, um computador e as roupas que ele vestia na gravação. Segundo a delegada, os dispositivos eletrônicos ainda não puderam ser analisados porque é necessária autorização judicial para acessar o conteúdo.
No revólver há as frases "odeio judeus", está escrita em inglês, e outra, "kebab destruído", referência a uma música de cunho racista. Há também uma menção ao autor do ataque terrorista contra mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, em 2019, quando 51 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas.
O adolescente foi levado à Delegacia Regional de Ipatinga, acompanhado por um familiar, para os procedimentos legais. Em seguida, foi apresentado ao Ministério Público e aguarda decisão do Poder Judiciário sobre as medidas a serem aplicadas.
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Monitoramento
A Polícia Civil destacou que mantém monitoramento constante de ameaças feitas contra escolas e que a rápida comunicação da plataforma digital foi fundamental para a identificação do caso.
“A Polícia Civil atua permanentemente no monitoramento e na apuração de ameaças que possam colocar em risco a segurança de estudantes e da comunidade escolar”, afirmou a delegada Talita Martins Soares.
Ela também reforçou a importância de pais e responsáveis acompanharem o uso das redes sociais por crianças e adolescentes, especialmente diante da circulação de conteúdos violentos e extremistas na internet.
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*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima