Servidora denunciada pelo desvio de 200 armas é afastada da Polícia Civil
Ministério Público recomendou que Vanessa de Lima Figueiredo use tornozeleira eletrônica. Ela estava com passagem comprada para deixar o país
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A servidora Vanessa de Lima Figueiredo foi afastada dos cargos de analista de atividades governamentais da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), conforme decisão publicada no Diário Oficial desta terça-feira (10/3). Ela foi denunciada por peculato no fim de 2025 por suspeita de extraviar 200 armas da 1ª Delegacia de Polícia Civil do Barreiro, em Belo Horizonte.
Conforme mostrou o Estado de Minas nessa segunda-feira (9/3), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recomendou que Vanessa use tornozeleira eletrônica em decorrência do receio de que ela saia do país.
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A partir da recomendação do MPMG, o juiz Bruno Sena Carmona, da 4ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte, determinou que a servidora use a tornozeleira eletrônica. Ela teve que entregar o passaporte e não deve sair do perímetro urbano da capital mineira.
A decisão foi tomada após o MPMG sustentar que a ré adquiriu, em 24 de outubro de 2025, uma passagem aérea internacional com destino a Miami, nos Estados Unidos, com partida prevista para 20 de março deste ano, quatro dias antes da audiência de instrução do processo. O MPMG argumentou que tal fato evidencia a nítida intenção de fuga, o que representaria risco à instrução processual e à aplicação da lei penal.
Denúncia
Vanessa de Lima Figueiredo foi denunciada por peculato pelo MPMG, que argumentou que entre os dias 20 e 29 outubro de 2025 a servidora se apropriou de dinheiro, armas de fogo e outros objetos que estavam na sala de acautelamento de materiais da 1ª Delegacia de Polícia Civil do Barreiro.
A investigação apontou que a acusada e outra servidora eram as únicas que possuíam a chave da sala, destinada à guarda de armas de fogo, valores em dinheiro e outros objetos apreendidos em procedimentos policiais.
De acordo com o Ministério Público, o controle de recebimento e guarda dos materiais era realizado mediante recibo eletrônico e, em muitos casos, a denunciada era a responsável por receber os objetos, não havendo registro de repasse a outros servidores.
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No dia 29 de outubro do ano passado foi instaurado um inventário para conferência dos materiais sob custódia da delegacia, ocasião em que se constatou o extravio de cerca de 200 armas de fogo, diversos valores em dinheiro e outros materiais. Alguns invólucros foram encontrados abertos e vazios. Vanessa foi presa em 9 de novembro e está em liberdade provisória desde 13 de fevereiro deste ano.