As buscas por sobreviventes após um grande deslizamento de terra no Bairro Parque Burnier, em Juiz de Fora (MG), na Zona da Mata, continuam mesmo à noite e sob chuva. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) trabalham no local desde que ocorreu o escorregamento, na noite da última segunda-feira (23/2).

Ao todo, 12 casas foram atingidas pelo deslizamento, considerado o mais grave registrado em Juiz de Fora nesta semana. Desde então, ocorrências do mesmo tipo também foram registradas em outros pontos do município, que já contabiliza 53 óbitos em decorrência das chuvas. Em toda a Zona da Mata, o número de mortes chega a 59. 

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais trabalham incessantemente no local Túlio Santos/EM/D.A.Press
Buscas envolvem escavadeiras Túlio Santos/EM/D.A.Press
Bairro Parque Burnier foi um dos mais atingidos pelas chuvas em Juiz de Fora Túlio Santos/EM/D.A.Press
No Bairro Parque Burnier, 12 imóveis desabaram Túlio Santos/EM/D.A.Press
Em Juiz de Fora, 53 pessoas morreram e 13 ainda estão desaparecidas Túlio Santos/EM/D.A.Press
Trabalho de buscas começou na segunda-feira (23/12) Túlio Santos/EM/D.A.Press

De acordo com as medições da estação meteorológica automática de Juiz de Fora, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), choveu 743,4 milímetros no município até as 9h de quinta-feira (26/2), volume 336,5% acima da média histórica para todo mês de fevereiro, que é de 170,3 mm.

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Apenas no período entre segunda-feira (23) e as 9h desta quinta-feira (26/2) foram registrados 296,2 mm de chuva, volume que supera toda a média histórica de fevereiro. De acordo com informações do CBMMG, cerca de 3,5 mil pessoas estão desalojadas em Juiz de Fora.

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