A Defesa Civil de Juiz de Fora emitiu alerta severo de risco geológico, com risco alto de deslizamentos. Durante grande parte desta quarta-feira (25/2) fez muito calor, mas o céu que apresentava pouca nebulosidade deu lugar a muitas nuvens carregadas que tomaram quase totalmente o céu da maior cidade da Zona da Mata.

De acordo com o porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, tenente Henrique Barcelos, além de atrasar as buscas pelos desaparecidos entre os escombros em nove pontos ativos com trabalho da corporação, as chuvas trazem ainda mais riscos para os resgates devido à instabilidade do local.

Muitas rochas ficaram penduradas, lajes estão encostadas e o terreno oferece riscos aos trabalhadores que estão fazendo buscas na região. Ao todo, são 20 postos de socorro dos bombeiros em Juiz de Fora.

Estado de calamidade pública

Diante da gravidade, Juiz de Fora entrou em estado de calamidade nessa terça-feira (24/2). O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) divulgou que 40 pessoas morreram. Outras 19 estão desaparecidas; 400, desalojadas; e 3 mil, desabrigadas. O decreto é válido por seis meses.

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Os militares continuam atuando na cidade em busca das pessoas soterradas. Bombeiros de outras cidades também reforçam as ações em Juiz de Fora.

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