Minas Gerais confirmou três casos de mpox em 2026, informou a Secretaria de Estado de Saúde (SES). De acordo com a pasta, dois deles foram registrados em Belo Horizonte, em 7 e 29 de janeiro, e o outro, em Contagem, também no dia 29. Os pacientes são do sexo masculino, com idades entre 35 e 45 anos.

Neste ano, 48 pessoas foram contaminadas pela doença no país, sendo 41 apenas no estado de São Paulo.

À medida que os casos de mpox crescem no Brasil, a preocupação também aumenta. No entanto, o secretário de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, tenta tranquilizar a população em relação à gravidade da situação no estado.

Durante o início da vacinação contra chikungunya em Sabará (MG), na Região Metropolitana de BH, nesta segunda-feira (23/2), o chefe da pasta afirmou que não há necessidade de preocupação, pois a enfermidade é de contato físico e, por isso, não tem transmissão de larga escala, como as doenças respiratórias.

"Com sintomas dessas doenças vinculadas à transmissão de contato, [deve-se] buscar o posto de saúde, porque, no tratamento imediato, o risco de óbito é praticamente zero", reforçou o secretário.

No entanto, Baccheretti chamou a atenção para as doenças sazonais que começam nesta época do ano, como as respiratórias. O secretário citou a bronquiolite, que tem uma nova vacina disponível no país, mas reforça que ainda não houve tempo para vacinar todas as gestantes no estado, e, por isso, ainda pode haver casos da doença.

O que é a mpox?

De acordo com o Ministério de Saúde, a mpox é causada pelo mpox vírus (MPXV), do gênero Orthopoxvirus e da família Poxviridae. Trata-se de uma doença zoonótica viral, transmitida pelo contato próximo e prolongado, como abraços, beijos e relação sexual e quando existem lesões na pele, como erupções cutâneas, crostas, feridas e bolhas ou fluidos corporais (secreções e sangue) em uma pessoa infectada.

O contágio também pode acontecer por meio de objetos recentemente infectados, como roupas, toalhas e roupas de cama ou objetos como utensílios e pratos, contaminados com o vírus pelo contato com uma pessoa doente.

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Segundo o órgão nacional, uma pessoa pode transmitir a doença a partir do momento em que os sintomas começam até que as lesões de pele tenham cicatrizado completamente. A doença geralmente evolui para quadros leves e moderados e pode durar de duas a quatro semanas.

Quais os sintomas da mpox?

  • Erupções cutâneas ou lesões de pele (como bolhas, feridas com casca ou não);
  • Adenomegalias, que se caracterizam por linfonodos inchados e também são denominados de “ínguas”;
  • Febre;
  • Dores no corpo;
  • Dor de cabeça;
  • Calafrio;
  • Fraqueza.
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