Aumento de buscas por mpox pós-carnaval: casos em SP e RS acendem alerta
Saiba como ocorre a transmissão e quais são os grupos mais vulneráveis
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O fim da folia trouxe uma preocupação extra para a saúde pública. As buscas pelo termo "mpox" dispararam no Google nesta semana, impulsionadas pela confirmação de um novo caso em Porto Alegre (RS) logo após o feriado, somando-se aos 43 diagnósticos já registrados em São Paulo neste início de 2026.
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Segundo o Google Trends, ferramenta que monitora as buscas no site, o termo “mpox” teve uma alta de mais de 300% nas pesquisas do Google entre terça (17/2) e quarta-feira (18/2).
O que as pesquisas revelam é um comportamento de cautela: o brasileiro quer saber se as aglomerações do carnaval podem ter facilitado a transmissão. A preocupação não é infundada, já que a doença se propaga por contato físico próximo. Além dos casos locais, o monitoramento da OMS sobre uma nova cepa recombinante no exterior (identificada no Reino Unido e Índia) contribui para o volume de buscas, com usuários tentando entender se há risco de um novo surto global.
Com o status de emergência ativo desde 2024, a OMS busca intensificar a vigilância global e coordenar respostas para conter novos surtos. A situação atual exige atenção redobrada dos sistemas de saúde em todo o mundo para identificar casos, rastrear contatos e acelerar a vacinação, especialmente nos grupos de maior risco.
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Como a mpox é transmitida e quais os sintomas?
A mpox, antes conhecida como varíola dos macacos, é uma doença viral. A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo e direto com as lesões de pele, crostas ou fluidos corporais de uma pessoa infectada. Também pode acontecer por meio de gotículas respiratórias em contato prolongado ou pelo toque em objetos e superfícies contaminados, como roupas de cama e toalhas.
Os sintomas iniciais podem ser confundidos com os de outras doenças. Eles incluem:
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febre e calafrios;
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dor de cabeça e dores musculares;
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gânglios inchados, especialmente no pescoço, axilas e virilha;
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cansaço extremo.
Após alguns dias, surgem as lesões de pele características, que evoluem de manchas para bolhas e, por fim, crostas. Essas erupções podem aparecer no rosto, mãos, pés, peito e nas regiões genital e anal.
Quais são os grupos de maior risco?
Qualquer pessoa pode contrair a mpox, mas dados epidemiológicos globais indicam que a transmissão tem sido mais frequente entre homens que mantêm relações sexuais com outros homens. É fundamental entender que o risco está associado ao comportamento de contato físico próximo, e não à orientação sexual em si.
Outros grupos que precisam de atenção especial são os profissionais de saúde, que podem ter contato direto com pacientes, e pessoas com o sistema imunológico comprometido. Indivíduos imunossuprimidos, como aqueles que vivem com HIV em estágio avançado ou que passaram por transplantes, podem desenvolver formas mais graves da doença.
Prevenção e vacinas disponíveis
A principal forma de prevenção é evitar o contato físico íntimo com pessoas que apresentem lesões de pele suspeitas. Não compartilhar objetos de uso pessoal também é uma medida importante para reduzir o risco de contágio.
Já existem vacinas seguras e eficazes contra a mpox. No Brasil, a vacinação é direcionada a grupos prioritários, como profissionais de saúde na linha de frente e pessoas com maior risco de exposição ao vírus. A imunização também pode ser recomendada após o contato com alguém infectado para reduzir a gravidade dos sintomas ou até mesmo impedir o desenvolvimento da doença.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.