Em mais um ano, a Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte, foi tomada por cores, hinos e bandeiras dos tradicionais blocos de rua da capital mineira. Na tarde deste sábado (21/2), foliões puderam curtir o encontro, que fecha o carnaval: o Vira o Santo. No entanto, a tradição de expor os estandartes no Monumento à Civilização Mineira foi interrompida por tapumes de ferro e agentes da Guarda Civil Municipal.

Desde o início da folia em BH, a icônica estátua foi cercada por estruturas de ferro. No entanto, nesta tarde, alguns foliões derrubaram os tapumes de proteção e tentaram subir no monumento, como já foi feito em anos anteriores.

A reportagem do Estado de Minas flagrou o momento em que agentes da Guarda Municipal se aproximaram do local, retiraram os foliões e impediram novas “invasões”.

Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou que a situação foi contida, e as pessoas, dispersadas, para “garantir a preservação do patrimônio público e a segurança dos presentes”.

Encontro de blocos de rua começou em 2009 com um grupo no Bairro Santo Antônio

Túlio Santos / EM / D.A Press

Como a tradição começou?

O que virou um grande encontro de grupos carnavalescos pós-carnaval surgiu ainda em 2009, no Bairro Santo Antônio. Sílvia Herval e Juliano Sá tiveram a ideia durante uma festa que reuniu foliões e músicos em um sábado despretensioso pós-carnaval.

Duas edições foram realizadas no bairro. Diante do grande número de pessoas, as ruas ficaram estreitas para tamanha folia. O evento migrou para a praça no Centro da cidade.

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O nome, além de homenagear o bairro de origem, brinca com a simpatia de virar o santo para arrumar namorado e também começar o ano.

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