Foliões participaram do bloco É o Amô na tarde deste domingo (15/2), na via sonorizada da Avenida dos Andradas, Região Leste de Belo Horizonte. Com repertório de baladas românticas e hits sertanejos, o público cantou junto e entrou no clima de paquera durante o desfile.

É o caso das amigas Daniela Pereira Barbosa, de 49 anos, trancista, moradora do Bairro Sagrada Família, e Fernanda Gonçalves da Silva, de 46, monitora. Daniela conta que frequenta o carnaval da capital há anos.


“Meu pai era dono do Coloretes da Floresta e, desde essa época, nunca tive problema em relação a assédio, furto ou assalto”, disse.

Fernanda afirmou que vai desfilar pela Acadêmicos de Venda Nova na terça-feira (17/2), mas aproveitou o domingo para acompanhar o bloco. “Vim solteira, se acontecer algo, vou aproveitar. Mas vim mais curtir”, brincou.

Elas disseram que não tiveram nenhum problema em relação à importunação sexual, que está tudo muito tranquilo.  Ambas elogiam a presença de policiais nos blocos. De acordo com a Polícia Militar, não houve nenhuma ocorrência no local. 

É o Amô

O bloco É o Amô foi criado em 2017, em Belo Horizonte, por iniciativa dos carnavalescos e regentes Peu Cardoso, do Havayanas Usadas, e Di Souza, do Então, Brilha!. 



O grupo desfilou em 2018, 2019 e 2020, retomando as atividades após a pandemia com cortejos em 2023, 2024 e 2025.

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Em todas as edições, o bloco abriu inscrições para interessados em integrar a bateria e promoveu ensaios e oficinas preparatórias. O repertório é dedicado principalmente a sucessos da música sertaneja, com forte apelo afetivo entre o público mineiro, tanto da capital quanto do interior.

Como parte do posicionamento adotado desde a criação, os organizadores também afirmam que o bloco não inclui músicas associadas a sexismo ou violência de gênero, alinhado ao perfil engajado do carnaval de Belo Horizonte.

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