Axé, marchinhas, samba, suor, cerveja e... moderação. O carnaval é o momento em que muita gente se entrega demasiadamente à diversão, aproveitando ao máximo os quatro dias da festa momesca. Mas, ao cair na folia, as pessoas devem tomar cuidado para evitar o “bloco dos derrubados pelos excessos“.

O alerta é da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede). A entidade lembra que todos os anos o cenário se repete durante a folia: unidades de emergências e prontos-socorros registram aumento na procura por atendimento, especialmente, nas grandes cidades e nos destinos turísticos.

Por isso, a entidade faz uma série de recomendações para que os foliões possam “sobreviver às tentações”, e voltarem para casa na quarta-feira de cinzas já pensando no carnaval do próximo ano. Entre as dicas, estão hidratar-se o tempo todo, moderação no consumo de álcool e alimentação adequada.

“O carnaval reúne uma sequência de fatores que exigem atenção. Temos a concentração de multidões em blocos e festas combinada ao consumo excessivo de álcool, justamente numa época em que o calor costuma ser intenso. Além disso, as pessoas passam longos períodos fora de casa sem alimentação e hidratação adequadas”, afirma a presidente da Abramede, Camila Lunardi.

Ela lembra que alguns fatores mais frequentes que levam foliões às unidades de saúde neste período poderiam ser evitados com medidas simples de prevenção, uma vez que estão diretamente relacionados a comportamentos de risco. O abuso no consumo de álcool, por exemplo, pode provocar intoxicações e desencadear quedas e acidentes, além de aumentar a exposição a situações de violência.

“A desidratação e a exaustão física também aparecem com frequência, especialmente em dias de calor intenso, longas horas de festa e pouca ingestão de água. Também são comuns os atendimentos por infecções gastrointestinais, geralmente devido à ingestão de alimentos mal conservados ou de procedência duvidosa”, destaca a presidente da Abramede.

Outro fator recorrente, observa Camila Lunardi, é o agravamento de doenças crônicas pré-existentes, como hipertensão, diabetes e problemas cardíacos, em função da interrupção do uso regular de medicamentos ou ao excesso de esforço físico. “Podemos incluir ainda o registro de episódios de violência, como as agressões, que tendem a se intensificar nesses ambientes com grande aglomeração e uso abusivo de bebidas alcoólicas.”

A seguir 10 dicas para um carnaval seguro*:

1. Hidrate-se o tempo todo: beba água regularmente, mesmo sem sede. Intercale bebidas alcoólicas com água para evitar desidratação, mal-estar e exaustão, comuns em ambientes quentes e com longas horas de festa.

2. Consuma álcool com moderação: o excesso de bebida está diretamente associado a quedas, acidentes, agressões e atendimentos de emergência. Evite misturar álcool com medicamentos ou outras substâncias.

3. Alimente-se adequadamente: não fique longos períodos em jejum e evite alimentos de procedência duvidosa. Uma alimentação leve e regular ajuda a manter a energia e reduz riscos de mal-estar e infecções gastrointestinais.

4. Proteja-se do sol para evitar insolação e queimaduras: use protetor solar, roupas leves, chapéus ou bonés e procure locais com sombra.

5. Medicamentos: mantenha o uso rotineiro do seu remédio, conforme prescrito, especialmente para doenças crônicas. Evite a automedicação.

6. Redobre a atenção no trânsito: se for viajar, revise o veículo, use cinto de segurança e capacete, respeite os limites de velocidade e nunca dirija após consumir álcool.

7. Planeje deslocamentos com segurança: prefira transporte público ou aplicativos. Evite atravessar ruas fora da faixa e fique atento ao fluxo de veículos, especialmente após eventos e blocos.

8. Evite situações de risco e violência: em ambientes muito cheios, discussões e provocações podem escalar rapidamente. Afaste-se de conflitos, cuide de seus pertences e evite locais com histórico de violência.

9. Cuide do grupo e não vá sozinho: combine pontos de encontro, mantenha contato com amigos e observe se alguém do grupo apresenta sinais de mal-estar ou intoxicação. Cuidar uns dos outros ajuda a prevenir emergências.

10. Procure atendimento se necessário: acione os serviços de emergência diante de sinais como perda de consciência, dificuldade para respirar, convulsões ou traumas.

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* Dicas orientadas pela Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede).

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