Um dos menores blocos de BH homenageia os malditos da MPB
O Bloco dos Malditos estreou nesta segunda-feira (16) no carnaval de BH, em homenagem a músicos conhecidos por uma postura anticomercial e inovadora
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Nem a baixa adesão à celebração dos "malditos", como Sérgio Sampaio, Tom Zé, Jards Macalé, Walter Franco e Itamar Assumpção, Ângela Ro Ro, desanimou os integrantes do bloco que desfilaram assim mesmo e aos poucos foram arregimentando pelo caminho alguns poucos fãs.
Alexandre Rangel, 36 anos, publicitário, 36 anos, segundo ele, "de sonho, de sangue e de América do Sul", chegou logo cedo.na esperando de ouvir Itamar Assumpção em ritmo de carnaval e conseguiu.
"Esse me bloco me surpreendeu de todas as formas, na alma, no cérebro e no coração" afirmou Rangel.
Carlos Antônio Nunes de Sousa, 33 anos, bombeiro militar de Ipatinga (MG), no Vale do Aço, era um dos foliões do bloco. Ele lembrou que muitos blocos hoje gigantes começaram pequenos e disse torcer para que esse seja o destino dos Malditos.
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"O Bloco dos Malditos, ele homenageia uma gama de artistas famosos, renegados. É muito bom valorizar a nossa cultura de forma geral e entender a dificuldade que é botar o bloco na rua. Temos que entender e valorizar os pequenos blocos, a iniciativa, o pontapé para que lá no futuro a gente tenha uma diversidade muito maior de blocos, oportunidade ampla para todos e a cultura ser bem diversa, não ser monopolizada" defendeu.
Idealizado pelo cantor e compositor Olivêra, o bloco existe há dez anos, mas é a primeira vez que ele desfila.
"A ideia de homenagear esses artistas bastante lado B, que são muito importantes para a música brasileira. Foi dez anos tentando sair, mas agora, graças à força dos amigos, resolvemos vir a qualquer custo, porque como é um repertório muito lado B, a gente acaba ficando na dúvida se teria público, tem também essa questão de estrutura, mas agora a gente criou coragem de sair, afirmou.
Olivêra destaca a beleza das composições dos homenageados, classificadas por ele como viscerais, emocionais e muito populares.
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"Mas sem ser banal, então vai para uma esfera que toca o coração, toca os sentimentos, mas pegando um pouco aquelas sujeiras, aquelas coisas que a gente tenta esconder, algo que é demasiadamente humano"