Baianas Ozadas lavam escadarias da Igreja São José e abrem desfile em BH
Cerimônia na Avenida Afonso Pena, no Centro de BH, marca início do cortejo e reforça a valorização das religiões de matriz africana
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Antes mesmo de o trio elétrico ganhar a Avenida Afonso Pena, no Centro de Belo Horizonte, o cortejo do bloco Baianas Ozadas cumpria seu rito mais sagrado: a Lavagem das Escadarias da Igreja São José. O ato marcou oficialmente o início do desfile na segunda-feira de carnaval.
A cerimônia faz alusão à tradicional lavagem das escadarias da Basílica do Senhor do Bonfim, em Salvador, e foi incorporada ao cortejo em Belo Horizonte em 2020. Desde então, tornou-se um dos momentos mais simbólicos da concentração do bloco.
Com baldes de água de cheiro, ervas, flores brancas, rosas e ramos de alecrim, integrantes da ala de Axé realizam a limpeza simbólica das escadas, pedindo proteção e espalhando boas energias para os foliões.
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Segundo Patrícia Moura, coordenadora da ala de Axé, o gesto representa a busca por axé e também um ato de luta e visibilidade para os terreiros e para o povo de matriz africana. Para ela, o momento simboliza um espaço de existência e resistência no carnaval da capital.
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Fundado em 2012 pelo jornalista e músico baiano Geo Ozado, o Baianas Ozadas é um dos principais responsáveis pela chamada “baianização” e pelo fortalecimento do carnaval de rua de Belo Horizonte nos últimos 15 anos.