Homenagem a Serginho Marques reforça acessibilidade no Baianas Ozadas
A inclusão ganhou destaque na bateria do Baianas Ozadas
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Há nove anos no grupo, Vivian Campagnacci, de 38 anos, que tem distrofia muscular, falou sobre a emoção de homenagear o cantor Serginho Marques. Para ela, o artista é um amigo querido e uma referência para Minas Gerais, principalmente por dar visibilidade às pessoas com deficiência. “É um momento muito especial”, afirmou.
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Grande homenageado do cortejo, Serginho foi diagnosticado há quatro anos e meio com esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença que limita os movimentos. Hoje, utilizando cadeira de rodas, ele participou do desfile e emocionou o público.
Desde 2023, o fotógrafo Flávio Batalha acompanha o bloco de perto. Ele contou que também convive com uma doença rara e que sempre foi acolhido pelas Baianas. “O Serginho é perfeito assim como é. Eu tenho uma doença rara e o Baianas Ozadas, desde sempre, me abraçou. Estou muito feliz. O Baianas traz essa alegria”, disse.
Segundo Geo Ozado, o cantor foi pioneiro ao levar o repertório da Axé Music para Belo Horizonte após viver em Salvador, onde conviveu com artistas como Daniela Mercury e Luiz Caldas. Inspirado por essa trajetória, o bloco reformulou a ala inclusiva em parceria com a APAE e ampliou as ações de acessibilidade, defendendo que grandes eventos garantam estrutura e participação para todos.
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