Show do João Gomes: após críticas do público, danos são avaliados
Durante temporal, parte da plateia escorregou, caiu e teve dificuldade para circular pelo Parque Ecológico, na Pampulha. Produção diz que seguiu normas técnicas
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No palco, o que foi descrito por alguns como “o show da vida”, a apresentação de João Gomes, Jota.pê e Mestrinho foi impecável. Fora dele, o espetáculo, ocorrido no Parque Ecológico da Pampulha, no último sábado (7/2), rendeu críticas por parte da plateia. O evento do projeto Dominguinho, que reuniu cerca de 15 mil pessoas em Belo Horizonte, terminou com registros de danos ao gramado da Esplanada e uma série de reclamações do público após horas de chuva intensa.
O show de João Gomes, Jota.pê e Mestrinho foi atravessado por um temporal que transformou a área em um grande lamaçal. Com o solo encharcado e a intensa circulação de pessoas, parte do público escorregou, caiu e teve dificuldade para circular pelo espaço, enquanto o gramado ficou visivelmente castigado pela concentração de espectadores.
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Nas redes sociais, além dos elogios à apresentação dos artistas, multiplicaram-se as críticas à estrutura e às condições do parque após o evento. “Local 100% aberto e gramado, pessoas de todas as idades, perigo gigante de queda em meio a tanta lama e água. Não se preocuparam nem em colocar tábua no chão no trajeto da entrada”, escreveu uma internauta. Outro comentou em tom de ironia: “Tinha tanta lama que estávamos parecendo carangueijos (sic) no mangue!!”.
Também houve queixas sobre a falta de áreas cobertas, ausência de tablado e risco à segurança. “Ficou escorregadio, com cheiro de esgoto, muito escuro e perigoso pra transitar”, relatou uma espectadora. Para outros, a qualidade artística do show não compensa os problemas estruturais. “Valorizar a entrega dos músicos não sobrepõe a irresponsabilidade cometida”, escreveu um usuário.
Em nota, a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica informou que, até o momento, foram identificados impactos localizados no gramado da Esplanada, área onde houve maior concentração de público, e que o licenciamento de eventos em parques municipais prevê que o produtor arque com a reparação de eventuais danos, conforme vistorias prévias e posteriores ao evento, que seguem em andamento.
O órgão afirmou ainda que nenhuma espécie vegetal nativa ou natural foi danificada e que foram verificados pequenos danos no piso de pedras em um curto trecho de acesso à Esplanada, cuja reparação será feita pela produção.
A recuperação do gramado será avaliada por áreas, com parte se recuperando naturalmente ou de forma assistida e, quando necessário, com substituição do piso vegetal.
As intervenções devem ocorrer após o período de estiagem, conforme as condições climáticas. Apesar disso, o parque segue funcionando normalmente, já que os impactos ficaram restritos à Esplanada.
Apuração
Já a produção do evento, que inclui as empresas Nenety Eventos, naSala, Cidade e A Macaco, informou que ainda está sendo feita avaliação técnica para apurar a extensão total dos possíveis danos causados. Em nota, os organizadores afirmaram que “a produção do evento contratará avaliação técnica para apurar a extensão de eventuais danos que tenham sido causados por sua operação e arcará naquilo que for de sua responsabilidade”.
A produção também destacou que todas as estruturas foram montadas com acompanhamento técnico de engenheiros civis e arquitetos devidamente habilitados, atendendo às exigências do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) e às normas técnicas da ABNT. Segundo a organização, as estruturas passaram por vistoria do CBMMG e tiveram o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) emitido após análise. Além disso, foram contratados brigadistas capacitados para atendimento de eventuais incidentes envolvendo o público durante a realização do evento.
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* Estagiária sob supervisão da subeditora Tetê Monteiro