O período chuvoso em Minas Gerais avança e, com ele a preocupação com as cheias de rios e afluentes no estado. A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que atua sobre Minas, tem causado alto volume de chuva em todas as regiões mineiras e, consequentemente, os rios estão sendo monitorados com atenção.
De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), as bacias hidrográficas dos rios Pomba, Muriaé, Doce, Itapemirim e Rio das Velhas estão sendo constantemente monitoradas.
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Nas Bacias do Pomba e Muriaé, os níveis subiram um pouco, mas já estão em processo de normalização. Devido à chuva nas cabeceiras do Rio Doce, é esperada continuidade da elevação à montante de Governador Valadares (MG), no Vale do Rio Doce, mas os níveis estão dentro da normalidade.
Na Grande BH, a Defesa Civil de Sabará monitora o nível do Rio das Velhas, a fim de evitar qualquer anormalidade que possa causar transbordamento, em meio às fortes chuvas que atingem a cidade. Lá, o nível das águas encontra-se em 2,1 metros (m); a partir de 1,9m o órgão municipal considera nível de alerta. Caso ultrapasse os 3,9m, entrará em estado de emergência.
A conhecida praia do Areião, em Pirapora (MG), no Norte do estado, sumiu com a cheia do Rio São Francisco. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o nível do corredor aquífero. O monitoramento é importante, pois o volume acima da média pode comprometer moradores das cidades pelas quais o rio passa. Já em São Romão, também no Norte de Minas, a cota subiu 2m ao longo dessa quinta (22/1).
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Já o Rio São João segue com nível elevado, chamando a atenção de moradores e das autoridades em Itaúna (MG), na Região Central. Nessa quinta, choveu 97,9 milímetros (mm), valor bastante alto para apenas um dia. A Defesa Civil acompanha a situação de forma contínua e monitora pontos críticos ao longo do curso do rio.
