A retirada de um guindaste que tombou em rua de Uberlândia (MG), na região do Triângulo, há cinco dias está dando trabalho pesado para uma força-tarefa formada na cidade.
Para a execução da operação, que começou na manhã desta terça-feira (20/01), foram envolvidos 20 profissionais de seis agências e órgãos estaduais e municipais.
Participam da operação o Corpo de Bombeiros, a Cemig, o Settran, uma empresa de guincho, uma empresa de manutenção de guincho e a Defesa Civil de Uberlândia.
Como aconteceu
O guindaste tombou na tarde da última sexta-feira (16/01), durante a instalação de uma piscina no Bairro Laranjeiras. O veículo tem capacidade para içar até 90 toneladas e estava transportando uma piscina com capacidade para 150 mil litros de água.
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Já estacionado, o asfalto cedeu sob as sapatas de apoio do lado esquerdo do guindaste. Nesse instante, a piscina alcançou cerca de 30 metros de extensão. Ao tombar, o equipamento caiu sobre residências próximas, provocando danos e a interdição de cinco casas, segundo a Defesa Civil.
Imagens capturadas por uma câmera de segurança mostram o momento em que o guindaste ficou suspenso, com todas as rodas fora do chão por alguns segundos, antes de tombar sobre os imóveis.
Não houve vítimas graves. Uma funcionária da empresa responsável pela instalação sofreu um corte na cabeça e foi encaminhada para atendimento médico. O operador do guindaste teve ferimentos leves nos braços e não precisou ir a um hospital.
Quatro das cinco casas atingidas tiveram danos estruturais significativos e foram interditadas. Um quinto imóvel foi parcialmente isolado por segurança.
Os moradores tiveram de deixar as residências, por risco de desabamento. Estão no programa de Hospedagem Provisória da Prefeitura de Uberlândia.
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Para destombar o guindaste foi feito um estudo da situação, que levou em conta até os fatores climáticos, por causa do período chuvoso. Se chover forte, a operação será interrompida.
A energia elétrica foi desligada de forma temporária na região, para remover a fiação atingida com segurança.
O papel de cada um
O Corpo de Bombeiros é responsável pelo gerenciamento geral da operação, atuando em conjunto com os demais órgãos e profissionais envolvidos.
A Cemig, no caso a subsidiária Celminas, desligou a rede elétrica principal e a desmontou a fiação residencial na área afetada.
O Settran isolou a área e controla o perímetro de segurança do trabalho.
A Empresa Triângulo Guincho utiliza um guindaste de 220 toneladas para a estabilização da lança que se encontra sobre as residências. Além disso, emprega um outro guindaste, de 100 toneladas, para a estabilizar o guindaste tombado.
Uma empresa de manutenção é responsável por desacoplar os pinos e separar a lança operacional do caminhão.
A Defesa Civil acompanha toda a operação em conjunto com o Corpo de Bombeiros. Todos os procedimentos estão sendo avaliados e testados, com o objetivo de evitar riscos e intercorrências durante a execução da operação.
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Em razão da distância entre as lanças de sustentação e do peso dos maquinários, será necessário patrolar o passeio, que também foi testado antes do início da operação.
