A audiência de custódia de Jonathas dos Santos Souza está marcada para esta sexta-feira (9/1), às 14h, e será realizada por videoconferência. É o que informa o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG). Ele é suspeito de assassinar cinco pessoas da própria família, crime ocorrido na manhã de quarta-feira (7/1), em Juiz de Fora (MG), na Zona da Mata.
O homem foi preso em flagrante pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) poucas horas depois do crime e confessou os homicídios durante o atendimento da ocorrência. Após a prisão, ele foi encaminhado ao sistema prisional de Juiz de Fora.
Um vídeo de câmera de segurança mostra o trajeto feito pelo suspeito antes do crime. As imagens registram o momento em que ele deixa o apartamento, em um condomínio no bairro Santa Terezinha, por volta das 3h34, carregando uma mochila e caminhando tranquilamente.
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Em outro trecho da gravação, o homem aparece chegando ao endereço onde moravam o pai, a madrasta, duas irmãs e um sobrinho, no bairro Santa Cecília. Ele aguarda uma das irmãs, de 42 anos, sair para o trabalho e a aborda na entrada do imóvel, empurrando-a para dentro da casa e iniciando o ataque.
Depois do crime, o suspeito é visto deixando o local sem a blusa de frio que usava anteriormente e descendo a rua com tranquilidade. Em seguida, retorna ao próprio apartamento.
O crime
As vítimas foram encontradas mortas por um familiar, que mora no mesmo lote, por volta das 7h30. São elas: João Batista Fernandes de Souza, de 74 anos; Neide Fernandes de Faria Souza, de 63; Mônica dos Santos Souza, de 47; Rachel dos Santos Souza, de 44; e Gabriel Souza Costa, de 5 anos.
À Polícia Militar, o familiar relatou que o crime poderia ter sido cometido pelo filho de João Batista, que estaria passando por surtos psiquiátricos. Diante da informação, os militares seguiram até o endereço do suspeito.
No local, ao perceber a presença policial, o homem se entregou sem resistência e confessou os assassinatos. Segundo o tenente-coronel Flávio Tafúri, inicialmente o suspeito alegou que os homicídios teriam sido motivados por uma dívida, mas depois afirmou que o crime ocorreu em razão de conflitos familiares.
Ainda conforme a PM, uma faca que teria sido utilizada no crime foi apreendida. No entanto, antes da chegada dos policiais, o suspeito teria lavado a arma e as roupas usadas durante os ataques.
“Temos apenas relatos de familiares de que ele vinha enfrentando problemas psiquiátricos, mas não há registros ou laudos que comprovem isso. Também não há antecedentes envolvendo o autor”, afirmou o tenente-coronel.
De acordo com a polícia, a sequência dos ataques começou pela irmã mais nova, seguida pela madrasta. Em seguida, o homem teria ido até um dos quartos e matado o pai, que fazia tratamento contra o câncer. Depois, assassinou a outra irmã e, por último, o sobrinho de cinco anos.
Investigação
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que a Delegacia Especializada de Homicídios de Juiz de Fora instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do crime. Uma equipe especializada realizou os primeiros levantamentos ainda na manhã de quarta-feira.
A delegada Camila Miller, responsável pelo caso, confirmou que a prisão em flagrante foi ratificada e que o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
Luto em Juiz de Fora
Os corpos das vítimas foram velados na noite de quarta-feira (7/1). João Batista e Neide Fernandes foram sepultados no Cemitério da Saudade, enquanto Mônica, Rachel e Gabriel foram enterrados no Cemitério Municipal de Juiz de Fora, na manhã de quinta-feira (8/1).
João Batista era pastor da Igreja do Nazareno Unidos em Cristo, no bairro Santa Cecília. O crime causou comoção entre fiéis e lideranças religiosas da cidade. Em nota nas redes sociais, o pastor Célio Neto, presidente do Conselho de Pastores de Juiz de Fora, lamentou a tragédia e prestou solidariedade à família.
A Assembleia de Deus Ministério Jeová Nissi também divulgou nota de pesar, destacando orações e apoio aos familiares das vítimas.
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Em entrevista à TV Alterosa, Rosa Fernandes, irmã de Neide Fernandes, contou que estava em um culto quando recebeu a ligação informando sobre o crime. “Até agora ninguém consegue acreditar no que aconteceu. A ficha ainda não caiu”, disse.
Quem são as vítimas
- João Batista Fernandes de Souza, 74 anos – pai
- Neide Fernandes de Faria Souza, 63 anos – madrasta
- Mônica dos Santos Souza, 47 anos – irmã
- Rachel dos Santos Souza, 44 anos – irmã
- Gabriel Souza Costa, 5 anos – sobrinho
