TENTATIVA DE FEMINICÍDIO

BH: homem que agrediu ex com barra de ferro é condenado a 12 anos de prisão

O crime aconteceu em abril de 2024, em Belo Horizonte; agressor foi condenado por tentativa de feminicídio

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Homem que agrediu a ex-namorada com uma barra de ferro foi condenado por tentativa de feminicídio. O réu foi julgado pelo 1º Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte nessa segunda-feira (26/1) e condenado a 12 anos e oito meses de prisão. O crime aconteceu em abril de 2024, no Bairro Madre Gertrudes, na Região Oeste de Belo Horizonte.

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O juiz determinou que o réu cumpra a pena em regime fechado. Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por tentativa de feminicídio por motivo torpe, utilizando meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Segundo o MPMG, o denunciado e a vítima se relacionaram por cerca de 10 anos e o homem não se conformou com o término, passando a perturbar a vítima em diversos momentos e locais. 

Relembre o caso

Na manhã do dia 13 de abril de 2024, na marginal do Anel Rodoviário, na altura do Bairro Madre Gertrudes, Região Oeste da Capital, o ex-companheiro, que tinha 36 anos na época, se aproximou da mulher, de 42 anos, e a golpeou com a barra de ferro em diversas partes do corpo. Durante a agressão, a vítima se protegeu com o braço direito e impediu que o réu a atingisse na cabeça.

Em vídeo de uma câmera de segurança da região, é possível ver quando o homem desce de um carro com a barra de ferro, sai correndo atrás da mulher e começa a agredi-la com o objeto. Ela tenta fugir do ex-namorado, mas cai em via pública e é alcançada por ele.

Depois das agressões, o réu entrou no carro e fugiu do local. A vítima foi socorrida por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada para o hospital, com uma fratura no punho direito. O homem foi localizado e preso três dias depois do crime.

Ele disse em seu depoimento para a Polícia Civil (PCMG), na época, que sofreu um "apagão" e não se lembrava dos ataques. O relato foi repassado pela PCMG em coletiva de imprensa realizada um dia depois da prisão.

De acordo com a delegada Ana Luiza Abreu, responsável pelo caso, durante seu depoimento, o homem disse que não se lembrava do momento das agressões. "Ele disse que teve um apagão, que não recorda o que aconteceu nem quantas vezes a agrediu, mas que se arrepende e nega ameaças posteriores", explicou.

A família da vítima também teria sido ameaçada pelo réu, mesmo após as agressões. "Já o agressor, em suas declarações ao ser preso ontem, narra que era ameaçado pela vítima e pelo atual namorado dela e que passou a andar com essa barra de ferro no carro por temer represálias por parte do atual namorado. Afirmou ainda que se arrependeu e teve um apagão, não se lembra do que fez nem do que falou para a vítima", explicou a delegada.

Durante a coletiva, a delegada afirmou também que já havia uma denúncia feita pela vítima ao agressor, anterior ao crime.

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* Estagiária sob supervisão da editora Ellen Cristie.

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