Bilhete nas redes sociais leva pânico a moradores da região do Barreiro
Mensagem dirigida a motoristas que circula pela Vila Cemig e pelo Conjunto Esperança começou a circular na manhã desta segunda-feira
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O medo é companhia constante de moradores da Vila Cemig e do Conjunto Esperança, que ficam na região do Barreiro, Região Oeste de Belo Horizonte. Uma mensagem começou a circular nas redes sociais com um alerta, sem autoria, dando ordens para veículos que trafegam naquela região.
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“Qualquer carro que entrar na Vila Cemig deve 'abaixar' o farol e acender a luz interna. Quem não seguir esse procedimento será visto como ameaça e será monitorado. Moradores do conjunto, se puderam evitar nossa comunidade, evite”, diz a mensagem.
O clima é de medo e apreensão. A tensão aumentou nos últimos dias por causa de uma guerra entre facções criminosas, motivada pela disputa pelo controle do tráfico de drogas nas comunidades.
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Passou a circular, nesta segunda-feira, em grupos de WhatsApp um comunicado atribuído a criminosos, impondo regras para quem circula pelas duas áreas residenciais.
Desde de 4 de dezembro, quando um ataque a tiros em uma quadra deixou dois mortos e nove feridos, o clima ficou ainda mais tenso. Desde então, vários tiroteios foram registrados nas comunidades.
Em 11 de janeiro, um homem de 41 anos morreu depois de ser baleado na Vila Cemig. A vítima, segundo informações da Polícia Militar, não era o alvo dos tiros.
O tamanho do medo
Uma moradora, que pediu para não ser identificada, disse que o que a preocupa não é o mês de janeiro, “mês de férias”, como ela diz. “O Conjunto Esperança é a Vila Cemig são muito próximos e, na junção dos dois, tem a Escola Dinorah, essa é minha preocupação. As crianças e os moradores nesse fogo cruzado”.
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Motoristas de aplicativos também se manifestaram. Motoristas dizem que não aceitarão corridas para a região e pedem à empresa que inclua o Bairro Flávio Marques Lisboa como área de risco.