CAMPO DAS VERTENTES

Diretor de UPA é afastado após denúncia de assédio sexual

À Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a mulher relatou que o homem disse a ela que fosse trabalhar de biquíni

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O diretor da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São João Del Rei, no Campo das Vertentes, foi afastado do cargo após ser denunciado por assédio sexual. A decisão foi tomada em portaria publicada pelo Executivo municipal neste sábado (17/1). A Prefeitura informou que a medida foi tomada preventivamente com a divulgação de denúncias nas redes sociais e que as apurações estão em andamento. 

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Na última quinta-feira (15/1), uma profissional da UPA registrou um boletim de ocorrência relatando ser vítima de assédio sexual por parte do diretor da unidade desde outubro de 2025. Segundo ela, o investigado pediu diversas vezes para ver suas partes íntimas, além de já ter a ameaçado de morte.


À Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a mulher relatou que o diretor disse a ela que fosse trabalhar de biquíni, com uma cor diferente a cada dia da semana, sendo que na quinta-feira ela deveria ir pelada e procurá-lo. Segundo a vítima, o homem teria dito que, se ela fizesse isso, poderia fazer o que quisesse na UPA. 


Nas redes sociais, circula um vídeo que teria sido feito pela funcionária no momento do assédio. A gravação, que capturou apenas o áudio, seria o registro da “conversa” descrita pela vítima à PMMG. No vídeo, é possível ouvir uma voz masculina dizendo: “Se você vier trabalhar de biquíni, você ganha o que você quiser. O seu tom de pele, eu vou te pedir, na segunda-feira venha de biquíni amarelo de crochê. Na terça, laranja. Na quarta, marrom. Aí eu preciso falar com você a cada 15 minutos na minha sala.” 


Na gravação, também há um momento em que a voz de um segundo homem foi registrada. Ele diz: “Acho que 15 minutos é muito pouco.” Ao que o homem, que supostamente seria o diretor da UPA, responde: “Não aguento mais isso não.” A fala é seguida de risadas.


Conforme boletim de ocorrência, a profissional da unidade de atendimento contou que está com muito medo, tanto por sua integridade física, uma vez que já teria sido ameaçada de morte, quanto pela possibilidade de ser demitida, motivo pelo qual não teria denunciado o diretor antes. Ela relatou ainda que o assédio frequente lhe causa crises de ansiedade. 


Em investigação


O processo de investigação será conduzido pela Comissão de Processo Administrativo Disciplinar (Corregedoria), que terá 60 dias, prorrogáveis pelo mesmo período, para análise e conclusão do procedimento, conforme determinado pela portaria municipal publicada neste sábado. O diretor também ficará afastado por até 60 dias. 


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Em nota, também publicada neste sábado, a Prefeitura de São João Del Rei afirmou que seguirá acompanhando o caso. “A Prefeitura reafirma que não compactua com práticas de assédio ou qualquer conduta que viole a dignidade, os direitos e os princípios da administração pública”, informou. 

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