Primeiro ciclone extratropical de 2026 vai atingir Minas?
Fenômeno ocorre pela primeira vez no ano no Brasil e promete trazer chuva e ventania. Confira como fica o clima em Minas Gerais no final de semana
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Um novo ciclone extratropical – o primeiro de 2026 – se forma no país neste fim de semana. De acordo com o instituto meteorológico Climatempo, o fenômeno tem origem entre o Brasil e o Uruguai e, juntamente a uma frente fria, tem potencial para causar chuvas intensas. A condição climatológica, que começa neste sábado (10/1), no entanto, deve se concentrar na Região Sul do país e não deve atingir Minas Gerais.
Conforme a meteorologia, embora o centro de baixa pressão atmosférica associada a este ciclone extratropical não se desloque exatamente sobre o Sul do Brasil, o processo de formação deste sistema terá impacto nos três estados da região. O ciclone também propiciará uma frente fria, que, além de atingir os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, pode intensificar a chuva em São Paulo e Mato Grosso do Sul. Os demais estados do Sudeste e do Centro-Oeste do país não serão impactados.
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O sistema se desloca para leste no dia 11 de janeiro e deve passar sobre o extremo sul gaúcho, região de Santa Vitória do Palmar (RS). No dia 12 de janeiro, este ciclone já estará sobre o oceano e afastando-se rapidamente do Brasil, diminuindo sua influência sobre o Sul do país. De acordo com a meteorologista Anete Fernandes, o fenômeno climático costuma ocorrer na Região Sul e, dificilmente, se desloca para outras regiões.
"Todo ciclone dá origem a uma frente fria, ou a frente, depois de estabelecida, firma o ciclone na retaguarda. Esse sistema fica parado na Região Sul do Brasil. Neste sábado, no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com chuva muito forte e risco de queda de granizo. A gente também não descarta a possibilidade de um tornado lá", explica Fernandes.
Como fica o tempo em Minas no final de semana?
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o clima será oposto à chuva e ventania do Sul do país. Neste sábado (10/1), o dia será de céu parcialmente nublado com possibilidade de chuva isolada nas regiões Noroeste, Norte, Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce. Na Zona da Mata, a previsão indica céu parcialmente nublado e nas demais regiões, céu claro a parcialmente nublado. A temperatura máxima pode chegar a 35°C, enquanto a mínima deve ficar em torno de 15°C. Em Belo Horizonte, o sábado será de céu claro a parcialmente nublado com máxima na casa dos 30° C e mínima de 18°C.
No domingo (11/1), o cenário é semelhante no estado. Segundo a previsão, o dia será de céu parcialmente nublado com possibilidade de chuva isolada no Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce. Na Zona da Mata, o dia será novamente de céu parcialmente claro. Nas demais regiões, céu claro a parcialmente nublado, com máxima de 36°C. Já a temperatura mínima tem um leve declínio e deve ficar em torno de 13°C.
O que é um ciclone extratropical?
Um ciclone extratropical é, de forma simplificada, uma grande área de baixa pressão atmosférica que se forma fora das regiões tropicais. Seu nascimento ocorre a partir do choque entre uma massa de ar frio, vinda dos polos, e uma massa de ar quente, de origem tropical.
Esse contraste de temperatura e umidade alimenta o sistema, que começa a girar no sentido horário no Hemisfério Sul. A intensidade dos ventos e da chuva associados a ele depende diretamente da força desse contraste inicial.
No Brasil, a principal consequência da passagem de um ciclone extratropical é a formação de frentes frias. Ao se deslocar pelo oceano, o sistema empurra o ar frio polar para o continente, alterando as condições do tempo em uma vasta área.
Isso resulta em aumento da nebulosidade, chuvas que podem ser intensas e ventos fortes. A queda de temperatura costuma ser sentida principalmente nos estados do Sul e do Sudeste. No litoral, a atuação do ciclone também pode causar ressacas, com ondas grandes e agitação marítima.
Qual a diferença para um furacão?
Embora ambos sejam ciclones, ou seja, sistemas de baixa pressão com ventos giratórios, suas características são bem distintas. É importante não confundir um ciclone extratropical, comum na costa brasileira, com um furacão, que é um tipo de ciclone tropical raro por aqui.
As principais diferenças são:
Origem: ciclones extratropicais nascem do encontro de massas de ar com temperaturas diferentes. Furacões, tufões ou ciclones tropicais se formam sobre águas oceânicas quentes, geralmente acima de 26,5 °C.
Estrutura: um sistema extratropical é assimétrico e possui frentes fria e quente bem definidas. Já o furacão é simétrico e conhecido por ter um "olho" calmo em seu centro, uma área de baixa pressão e sem nuvens.
Fonte de energia: a energia do ciclone extratropical vem do contraste térmico entre as massas de ar. A do furacão, por sua vez, vem do calor e da umidade liberados pela superfície do mar.
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Esses ciclones são fenômenos comuns na atmosfera, especialmente durante o outono e o inverno, mas sua ocorrência não se limita a essas estações, podendo se formar em qualquer época do ano.