NOSSA HISTÓRIA, NOSSO PATRIMÔNIO

Salve, simpatia!

Você conhece a tradição das sementes de romã no Dia de Reis, certo? Aprenda um jeito diferente de garantir "muito dinheiro no bolso" usando três frutas inteiras

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Termina, amanhã, o ciclo natalino após a longa temporada de festas, confraternizações, presentes dados e recebidos, encontros familiares. Chegou, portanto, a hora de desmontar o presépio, recolher a decoração e dar adeus à árvore de Natal. O 6 de janeiro, Dia de Reis, também é marcado pela tradicional simpatia da romã, o singelo ritual para “garantir” dinheiro no bolso e pedir saúde, prosperidade, sucesso e amor.

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Cada um tem seu jeito de fazer a simpatia, mas há sempre surpresas. Quem ensina uma novidade é Dirse Maria de Barros, moradora do Bairro Boa Esperança, em Santa Luzia. Chinha, como é conhecida desde criança, diz que seu método não falha, e, para facilitar sua vida, colhe as frutas no quintal, a poucos passos da casa. “Não sei quando aprendi, acho que na infância. Só sei que dá muito certo”, conta a integrante de um grupo de pastorinhas da sua cidade.

Então vamos lá: pegue três romãs (quanto menores, melhor) e um pé de meia. Coloque uma fruta na meia, fale o nome de um dos três reis magos (Belchior, Gaspar e Baltazar) e faça o pedido. Na sequência, repita a dose com a segunda fruta, citando o nome de outro rei e fazendo outro pedido. O mesmo deve ocorrer com a terceira romã.

Finalmente, você deve falar de novo os três pedidos e o nome dos três magos, dar um nó no cano da meia e pendurar atrás da porta do quarto. No ano que vem, quando as romãs estarão secas, descarte-as e use a meia para nova simpatia.


CAROÇOS

Em Minas, há outro jeito de fazer a simpatia, e ele passa de geração a geração. A pessoa deve engolir três caroços de romã, jogar o mesmo número para trás e guardar três na carteira. E ir repetindo a frase: “Gaspar, Belchior e Baltazar, que o dinheiro não venha me faltar”.

Há ainda quem dobre a contagem, fazendo com seis sementes, numa referência ao dia 6, quando os Reis Magos visitaram o Menino Jesus. Uma dica é enrolar as sementes num papel mais grosso, para não rasgar. E tem aqueles que usam uma nota (até de um dólar”) no lugar do papel. Uns acham que é pura superstição, mas não custa tentar. Ou testar. Assim, as sementes podem ser vistas como símbolo de esperança e expectativa de que haja abundância, prosperidade, fartura no ano que se inicia.

No Mercado Central, em BH, estão à venda frutas produzidas na Espanha, nos Estados Unidos (Califórnia) e em Israel. Na banca do Patureba, as frutas importadas da Espanha custam R$ 20, a unidade. Há também em pedaços (R$ 10), facilitando a vida de quem precisa de poucas sementes.

Embora o ciclo natalino termine oficialmente hoje, em algumas cidades do interior mineiro as homenagens ao Menino Jesus se prolongam até 20 de janeiro, quando se festeja São Sebastião, protetor contra peste, a fome e a guerra, e dono de uma legião de devotos no meio rural.


EPIFANIA DO SENHOR

Em 6 de janeiro, ocorre a Festa da Epifania do Senhor ou dos Santos Reis – a chegada de Belchior, Gaspar e Baltazar ao presépio, para a visita a Jesus. Nessa comemoração, a Igreja Católica celebra a manifestação de Jesus ao mundo. De origem grega, a epifania significa manifestação externa, aparecimento. No mundo helênico, a palavra era usada para exprimir a chegada de um imperador em visita aos territórios de seu domínio. Geralmente comemorada em um domingo, entre 2 e 8 de janeiro, a festa ocorreu ontem nas igrejas católicas.


CORTEJOS DE FÉ SAÚDAM...

Em muitas cidades turísticas mineiras, as festividades do Natal vão além do dia 6. Em Diamantina, haverá no próximo domingo (11) o 6º Encontro de Folias e Pastorinhas, integrando o Projeto Viva Santos Reis – Cortejos de Fé. Participam grupos tradicionais do município em um grande encontro de devoção, música, memória e ocupação simbólica do Centro Histórico, reconhecido como Patrimônio Mundial. A programação terá início às 7h30, no Mercado Velho, com a chegada dos grupos, credenciamento e café da manhã para os foliões. A abertura oficial será às 9h, seguida da cantoria das Folias e Pastorinhas, “momento que celebra a oralidade, os cânticos religiosos e as manifestações transmitidas de geração em geração”, na palavra dos organizadores. Além de celebração religiosa, o Encontro de Folias e Pastorinhas valoriza o patrimônio cultural imaterial.


...SANTOS REIS EM DIAMANTINA

Ainda na tarde do domingo (11), a cidade deverá se transformar em cenário vivo da tradição. Às 13h30, os grupos saem em cortejo pelas ruas do Centro Histórico, passando por monumentos e pontos simbólicos, em direção à Catedral Metropolitana. Às 14h, haverá a saudação ao presépio e a bênção aos foliões e pastorinhas, reforçando o caráter religioso e comunitário da celebração. O retorno do cortejo será às 15h30, novamente ocupando as ruas históricas até o Mercado Velho, onde o encontro se encerra às 16h com o momento especial de encerramento: “Cantos e Encantos: A Festa dos Foliões”. Realizado pela Prefeitura de Diamantina, o evento tem apoio do programa Tijuco Preserva, do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural, da Arquidiocese de Diamantina e parceiros institucionais comprometidos com a preservação das tradições culturais do município.

PAREDE DA MEMÓRIA

O falecimento, no último dia 25, da atriz mineira Teuda Bara, cofundadora do Grupo Galpão, de BH, me trouxe aos olhos uma foto de julho de 1993: apresentação da peça “Romeu e Julieta”, de Shakespeare, na Praça da Matriz, em Santa Luzia. Trata-se, portanto, de uma “parede da memória” particular e de tantas pessoas que assistiram ao espetáculo, ao ar livre, encenado pela trupe. Teuda fazia o papel da ama de Julieta. Na Praça da Matriz, que funciona como um grande teatro, pelas escadarias nas quais se acomoda a plateia, houve a comunhão perfeita do patrimônio cultural: a arte do teatro diante dos casarões coloniais, especialmente o Solar Teixeira da Costa, atualmente em obras para sediar o Museu Aurélio Dolabella. Foi uma noite inesquecível como parte da programação do Festival de Inverno. Nunca mais me esqueci do pessoal do Galpão, cantando: “Flor, minha flor, Flor, vem cá! Flor, minha flor, Laiá, laiá, laiá...

FOLIA EM BH

Será no próximo domingo (11), a partir das 9h, o 1º Encontro de Folia de Reis, no Bairro Paulo VI, na Região Nordeste da capital. Além da missa e coral de Natal, haverá apresentação de congado, roda de capoeira e as tradicionais folias de reis, que saúdam o Menino Jesus. À frente da programação, o presidente da Folia de Reis do Paulo VI, Claudeci Fonseca, o Zinho, e o capitão da Folia de Reis, João Bento. Endereço: Rua Cana Caiana, 48, Paulo VI, ao lado da Matriz Pai Misericordioso.

MESTRE PAIVA

Com 42 anos de experiência em arte sacra, o escultor Mestre Paiva, de 66, está com a exposição “Anjos & Imagens”, no Terminal Turístico Manoel da Costa Ataíde (Rua Salvador Furtado, 203), em Mariana. Em cedro, no estilo neobarroco, há serafins, querubins, medalhão, coluna com anjos querubins e uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. A mostra está aberta até quarta-feira (7), das 9h às 11h30, e das 13h30 às 17h. “As peças estão à venda, com exceção de dois anjos que já foram adquiridos. Mas, se a pessoa gostar, podemos fazer sob encomenda”, diz Mestre Paiva, residente em Mariana, a 115 quilômetros de BH.

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“SINHÔ REI MENINO”

Mantendo a tradição, a instituição cultural Mundo Cênico, de Perdões, apresentou o auto de Natal “Sinhô Menino Rei”, na Praça da Matriz. Desta vez, a produção atingiu novo patamar, reunindo mais de 90 artistas – entre atores, músicos, bailarinos e um coro infantil formado por alunos do projeto social da própria Mundo Cênico. O espetáculo celebra o nascimento de Jesus, exaltando as raízes culturais brasileiras e mineiras, com destaque para os reisados e reinados.

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