ESQUEMA CRIMINOSO

Mulher que tinha vida de luxo é presa por desvio milionário em empresa

As três empresas vítimas do crime pertenciam a um mesmo grupo econômico, o qual a mulher era sócia desde 2018

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Uma mulher, de 40 anos, suspeita de ser mandante de um esquema que desviou cerca de R$35 milhões, foi presa em operação da Polícia Civil de Minas Gerais realizada nessa terça-feira (25/6). As três empresas vítimas do crime pertenciam a um mesmo grupo econômico, o qual a mulher era sócia desde 2018.

A operação, nomeada 'Dubai' em referência às viagens luxuosas que a suspeita fazia, apreendeu inúmeros bens, como bolsas de grifes, joias com pedras preciosas, relógios e eletrônicos, que, segundo estimativa, totalizam R$15 milhões. Quatro carros também foram apreendidos e parte do valor desviado também teria sido investido na compra de criptomoedas. 

O caso chegou à polícia por meio de denúncia de um representante legal do grupo de empresas há cerca de 30 dias. De acordo com as investigações, o esquema da suspeita começou em 2020 e ela cooptava funcionários a participarem. Além dela, o marido, os pais e os irmãos foram presos na operação. Uma dona de joalheria na Grande BH também foi presa por suspeita de lavagem das joias compradas pela mulher.

Ao todo, a operação resultou no cumprimento de cinco mandados de prisão temporária e de outros 17 de busca e apreensão em endereços na cidade de Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

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A princípio, a suspeita teria devolvido ao grupo cerca de R$4 milhões de bens de alto valor, além de R$800 mil por meio de Pix, após ser confrontada pelas vítimas. Porém, poucos dias depois, a mulher passou a negar o crime e ocultar o restante desviado, além de coagir testemunhas relacionadas com a investigação.

Parte do valor desviado foi convertido em joias, inclusive, compradas no exterior

Parte do valor desviado foi convertido em joias, inclusive, compradas no exterior

Divulgacão Policia Civil

Desvios

A primeira vítima do crime foi a Pag Simples, empresa de cartões de benefício. Em seguida, o alvo foi a Dr.Pay, que lida com cartões de saúde. Segundo o delegado Alex Machado, um dos representantes das empresas disse que a falência de ambas é certa. 

Para realizar os desvios, a suspeita teria criado operações financeiras fictícias em empresas do grupo, enviado os milhões desviados para outra empresa e redirecionado esses valores para sua própria conta. “Na primeira empresa [Pag Simples], ela atua com a emissão de cartões de créditos de benefícios. Ela começou a fornecer para alguns funcionários para eles maquiarem as informações, auditorias, planilhas e saldos”, explicou o delegado Machado. 

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Após realizar os desvios na primeira empresa, a suspeita colocou a Dr. Pay como alvo. “Ela descobriu depois um terceiro envolvido, uma espécie de agiota, que passa os cartões na maquininha, desconta o lucro dele e devolve o dinheiro em espécie”, detalhou Alex Machado. 

A terceira empresa vítima dos desvios, cujo nome não foi divulgado, trabalha com antecipação de recebíveis e tem inúmeros empresários como clientes. Conforme o advogado Machado, a empresa lida com valores na casa dos milhões.  

*Estagiária sob supervisão da subeditora Fernanda Borges

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