Para a edição do carnaval deste ano em BH, a Belotur cadastrou 20.865 ambulantes. O Observatório do Turismo aplicou uma pesquisa, que obteve 2.467 respostas, para conhecer o perfil desses trabalhadores. A expectativa é de lucro de R$ 3.951,37, em média. Pela primeira vez na folia mineira, o número de homens e mulheres registra uma diferença ínfima (50,2% se identificam como homens, e 49,8%, como mulheres).

 



Dos entrevistados pela pesquisa, sete a cada dez vão exercer a função de ambulante pela primeira vez. Em entrevista ao Estado de Minas, em reportagem de Fernanda Tubamoto, no pré carnaval, os trabalhadores relataram que a concorrência está alta neste ano. “A concorrência ‘está muita’ grande. Tem que correr atrás para fazer um dinheirinho, porque está difícil. Vamos ter que trabalhar e correr atrás. Mas a expectativa é boa, porque também tem muito turista vindo”, disse o ambulante Edson Botelho Júnior.

 

O Observatório do Turismo informou que os trabalhadores, cuja média de idade é de 39 anos, esperam investir em média R$ 2.328,07 e obter faturamento de faturamento de R$ 6.279,44, o que daria um lucro de R$ 3.951,37.

 

Quanto à etnia dos ambulantes do carnaval de BH, que espera 5,5 milhões de foliões neste ano, o equilíbrio registrado dos 2.467 trabalhadores não é observado. Segundo a pesquisa, 44% ambulantes se declaram pardos, 36% pretos, 17,5% brancos e 2,5% de outras etnias.

 

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O Observatório do Turismo de Belo Horizonte, coordenado pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, tem como objetivo monitorar a atividade do turismo na capital mineira, por meio do levantamento de pesquisas, estatísticas, indicadores e dados complementares.

 

Cadastro de ambulantes

 

Com o total de 20.865 ambulantes credenciados para vender bebida e acessórios nas ruas da capital mineira durante o carnaval, BH superou o volume de cadastros no Rio de Janeiro (15 mil) e em São Paulo (20 mil).

 

Durante o período de cadastro, as filas de ambulantes ocuparam as ruas em torno do local de credenciamento. O Estado de Minas registrou a frustração que alguns ambulantes sentiram com a demora do atendimento e a alegria de outros trabalhadores ao obter a credencial.

 

*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata

 

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