Gatos, sapos, pássaros e até caramujos. A fauna ganhou destaque nos acessórios apresentados durante a última edição da Paris Fashion Week, encerrada nesta semana na capital francesa. Grandes maisons apostaram em peças com formato de animais em uma estética lúdica e surreal, transformando brincos, bolsas e sapatos em pequenas esculturas.
Entre os destaques mais comentados esteve o desfile da Schiaparelli, que apresentou sapatos de salto baixo com cabeças de gato esculpidas na parte frontal. O modelo apareceu na coleção de outono de 2026 da marca sob direção criativa de Daniel Roseberry.
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Apelidados de “The Sphynx”, os sapatos reinterpretam o tradicional “kitten heel”, salto baixo que se popularizou nos anos 1950, transformando a biqueira em uma escultura felina hiper-realista. A cabeça do animal surge da ponta do calçado com detalhes como bigodes, dentes e boca entreaberta, criando a impressão de que a criatura emerge do próprio sapato.
Apesar de especulações nas redes sociais, as peças não utilizam animais empalhados. Segundo a maison, os rostos felinos foram criados com técnicas esculturais e trabalho têxtil para simular textura e expressão, mantendo a construção totalmente artificial.
Além dos sapatos, a Schiaparelli também exibiu brincos e broches em formato de caramujo, cintos de pássaro e bolsas inspiradas em pavões, reforçando a atmosfera surrealista que marca a identidade da casa fundada por Elsa Schiaparelli.
Já a Saint Laurent apresentou brincos esculturais em forma de pássaros no desfile comandado por Anthony Vaccarello. As peças revisitam um motivo recorrente na história da maison.
O tema dialoga com o fascínio do fundador Yves Saint Laurent por pássaros e também com referências artísticas associadas ao pintor Georges Braque, conhecido por suas obras que exploram formas orgânicas e naturais.
Na Dior, os animais apareceram de forma ainda mais literal. O diretor criativo Jonathan Anderson transformou a passarela em um cenário inspirado na natureza aquática.O desfile foi montado sobre uma estrutura semelhante a uma estufa construída no Jardim das Tulherias, em Paris. A passarela atravessava um dos lagos do jardim como uma ponte verde cercada por folhas artificiais de nenúfar.
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Entre os acessórios mais comentados estava uma pequena bolsa de veludo em formato de sapo. O modelo tinha olhos feitos de botões e uma alça metálica em malha, reforçando o clima lúdico da coleção, que também incluiu saltos em formato de vitória régia. A inspiração vinha das famosas pinturas de nenúfares do artista impressionista Claude Monet.
