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Dinamarca constrói túnel de 18 km sob o mar Báltico com peças gigantes de concreto feitas em terra e afundadas uma a uma até o fundo

Paulo Por Paulo
03/11/2026
Em Notícias
Construção do túnel imerso Fehmarnbelt no mar Báltico

Construção do túnel imerso Fehmarnbelt no mar Báltico

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O túnel Fehmarnbelt terá 18 km e ligará Lolland, na Dinamarca, à ilha alemã de Fehmarn, com rodovia e ferrovia no mesmo corredor.↓ Ver no artigo
O projeto prevê 79 elementos convencionais de 217 metros e dez especiais; cada módulo padrão pesa cerca de 73.500 toneladas.↓ Ver no artigo
Os módulos são moldados em terra, recebem lastro, são rebocados e afundados em uma vala submarina, com juntas vedadas entre as peças.↓ Ver no artigo

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  • Ruínas de Hegra preservam fachadas de túmulos esculpidos na rocha: a antiga rota de caravanas passava pelo deserto da Arábia há 2 horas
  • Erro comum de donas de casa na hora de lavar roupas pode deixar resíduos nas peças e prejudicar a limpeza há 3 semanas
  • Inquilino entrega as chaves, mas o proprietário continua cobrando aluguel porque ainda não terminou de conferir o imóvel há 3 semanas
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Resumo gerado por IA a partir dos artigos deste site.
⚡ Feito com Myth Box

Para cruzar o mar Báltico, a Dinamarca está construindo um túnel de 18 km sem escavar toda a passagem sob a rocha. No Fehmarnbelt, enormes peças de concreto nascem em terra, flutuam durante o transporte e descem até uma vala submarina, onde precisam se encaixar com precisão antes de formar a travessia entre os países.

Por que fabricar um túnel inteiro em terra?

A obra ligará Lolland, na Dinamarca, à ilha alemã de Fehmarn, levando rodovia e ferrovia pelo mesmo corredor. Uma fábrica perto de Rødbyhavn produz os módulos, que serão instalados numa trincheira no leito marinho.

A seção terá cinco passagens longitudinais, duas para carros, duas ferroviárias e uma técnica. O desafio não termina na concretagem: os enormes elementos precisam manter alinhamento e vedação depois de colocados sob a água.

Construção do túnel imerso Fehmarnbelt no mar Báltico
Construção do túnel imerso Fehmarnbelt no mar Báltico

A fábrica organiza uma sequência de módulos gigantes

O projeto prevê 79 elementos convencionais de 217 metros e dez especiais, com equipamentos no pavimento inferior. Cada módulo convencional reúne nove trechos moldados em série. A descrição oficial da construção informa cerca de 73.500 toneladas por elemento padrão.

Armaduras de aço são montadas antes de receber o concreto. Depois da cura, o módulo ganha anteparos estanques nas extremidades e equipamentos de lastro. A produção industrial facilita repetir geometrias e controlar a qualidade das peças antes de levá-las ao mar.

Antes de chegar ao mar, cada módulo passa por instalações com tarefas diferentes. Nos cards a seguir, veja como essa produção é organizada:

Cinco linhas
Produzem elementos convencionais
Instaladas em três galpões
Primeira concretagem em 2023
Produção seriada
Linha especial
Dez unidades mais curtas
Subsolo para equipamentos elétricos
Baia lateral para veículo técnico
Uma linha dedicada
Concreto
Duas centrais junto aos galpões
Capacidade conjunta supera 600 m³/h
Ambiente de cura climatizado
Controle industrial
Operação marítima
Porto próprio recebe matéria-prima
Embarca unidades prontas
Evita parte das viagens rodoviárias

Como os módulos descem até o fundo do mar?

O transporte exige flutuação temporária, controle de peso e precisão. Antes que o elemento se torne parte da travessia, passa por etapas coordenadas:

  • Fechamento: anteparos mantêm as extremidades isoladas durante a movimentação.
  • Lastro: tanques e concreto adicional controlam o peso na água.
  • Transporte: rebocadores levam o elemento até a área de imersão.
  • Descida: pontões e cabos ajustam a posição sobre a vala submarina.
  • Encaixe: juntas vedadas unem o novo elemento ao trecho existente.

Ao retirar a água do espaço entre extremidades, a pressão externa comprime as juntas. Depois vêm proteção lateral e obras internas. Essa técnica difere de um túnel rodoviário escavado na Noruega, que avança através da rocha.

Construção do túnel imerso Fehmarnbelt no mar Báltico
Construção do túnel imerso Fehmarnbelt no mar Báltico

Quase 900 metros instalados representam o quê?

O primeiro elemento foi conectado ao portal dinamarquês em maio de 2026; outros chegaram em junho, agosto e setembro. O balanço oficial do outono de 2026 registrou quase 900 metros instalados no fundo marinho.

Isso ainda corresponde a uma parte inicial da ligação, não a um túnel aberto a veículos. É preciso completar as unidades, finalizar trilhos, pistas e ventilação e preparar a operação segura.

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As peças prontas ainda precisam ser transportadas e instaladas no fundo do mar. A tabela a seguir ajuda a distinguir a fabricação da instalação já concluída:

Produção e instalação dos elementos do Fehmarnbelt até setembro de 2026
SituaçãoQuantidadeReferênciaLeitura
Padrões moldados 16 Setembro de 2026 Produção em terra
Especiais moldados 3 Setembro de 2026 Fase industrial
Elementos imersos 4 Setembro de 2026 Quase 900 m no leito

O encaixe debaixo d’água exige atenção a cada movimento

Os pontões sustentam o elemento durante a descida e permitem corrigir seu posicionamento antes do contato com a base. Mesmo com produção padronizada, cada ligação depende de vedação e ajuste rigorosos, pois superfícies enormes precisam se unir.

Construir com peças imersas é uma solução diferente daquela empregada em travessias que combinam pontes e túneis submarinos. Aqui, o objetivo é formar um único corredor contínuo para carros e trens sob o estreito.

O vídeo sobre o Fehmarnbelt apresenta a escala dos módulos e as operações envolvidas na imersão das peças de concreto:

Um corredor internacional construído em etapas

A solução depende da fabricação industrial em terra e da montagem submarina. Concluir uma peça não significa abrir a passagem: cada módulo precisa se unir ao anterior e receber os sistemas internos de circulação.

Quando estiver pronta, a ligação encurtará a rota terrestre entre Alemanha e Dinamarca, mantendo a navegação na superfície. Por enquanto, os 18 quilômetros são a extensão total prevista de uma obra que segue avançando por fases.

Sua história pode virar reportagem

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Tags: engenhariaFehmarnbelttúnel imerso

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