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Naufrágio bizantino encontrado perto da Croácia guardava mais de 600 gramas de ouro, pedras preciosas e um anel com a imagem do imperador

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
07/10/2026
Em Curiosidades
O conjunto de objetos valiosos ajuda a levantar hipóteses sobre quem estava a bordo da embarcação

O conjunto de objetos valiosos ajuda a levantar hipóteses sobre quem estava a bordo da embarcação

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Naufrágio bizantino perto de Mljet, na Croácia, afundou no fim do século VII ou início do VIII.↓ Ver no artigo
Arqueólogos recuperaram mais de 40 objetos de ouro, que somaram mais de 600 gramas após a conservação.↓ Ver no artigo
O navio levava joias com esmeraldas, rubis e pérolas, moedas, ânforas, balanças e utensílios comerciais.↓ Ver no artigo

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Resumo da matéria
01
Tesouro sob o Adriático
O naufrágio do século VII ou início do VIII reuniu mais de 40 objetos de ouro, além de peças ligadas à elite bizantina.
Mais de 600 g
02
Anel imperial
Um anel de ouro com a imagem de um imperador da dinastia heracliana reforça a hipótese de um passageiro de alta posição.
Selo de ouro
03
Carga incomum
Joias, moedas, pedras preciosas e utensílios comerciais aparecem no mesmo navio, misturando luxo, administração e comércio marítimo.
Século VII

O mar preservou uma carga incomum para uma embarcação comercial. O naufrágio bizantino perto de Mljet, na Croácia, reuniu mais de 600 gramas de ouro, pedras preciosas, moedas e um anel imperial, conjunto extraordinário que levou os arqueólogos a suspeitar da presença de alguém do alto-escalão do império.

O que foi encontrado no naufrágio bizantino perto de Mljet?

Os arqueólogos recuperaram mais de 40 objetos de ouro, quatro conjuntos de cinturão, fivelas e peças decoradas com esmeraldas, rubis e pérolas. Também apareceram moedas imperiais, um anel de sinete e objetos comerciais, formando uma carga muito mais variada do que um simples lote de mercadorias.

O navio pertence ao período do Império Bizantino e afundou no final do século VII ou no começo do VIII. A mistura de itens luxuosos com ânforas, balanças e utensílios ajuda a reconstruir uma viagem em que comércio e presença oficial podem ter se encontrado.

O anel com imagem imperial chama atenção pelo possível vínculo com pessoas de posição elevada

Por que a quantidade de ouro chamou tanta atenção?

Após limpeza e conservação, o conjunto ultrapassou 600 gramas de ouro. A quantidade é excepcional para um contexto subaquático desse período no Mediterrâneo, principalmente porque o metal aparece distribuído entre joias, partes de cinturões, moedas e objetos associados a status político ou militar.

A equipe oficial de conservação classifica o naufrágio entre as descobertas arqueológicas bizantinas mais importantes do Mediterrâneo e destaca a raridade dos conjuntos de cinturão encontrados no fundo do mar. A combinação de luxo e carga comercial tornou o sítio especialmente valioso para interpretar aquela viagem.

O que o anel e as pedras preciosas sugerem sobre os passageiros?

O elemento mais revelador é o anel de ouro com imagem imperial. Objetos desse tipo podiam estar ligados a pessoas autorizadas a selar documentos ou circular perto do alto poder. Isso levou a equipe a considerar a presença de um oficial importante entre os passageiros.

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As fivelas com esmeraldas, rubis e pérolas reforçam essa leitura, mas não identificam sozinhas quem estava a bordo. O conjunto sugere riqueza e posição elevada, enquanto moedas e equipamentos comerciais mostram que o navio também transportava carga, evitando uma explicação única para toda a viagem.

A seguir listamos 4 pistas principais que ajudam a organizar as evidências descritas acima:

  • Ouro: mais de 40 peças somam pouco mais de 600 gramas após conservação.
  • Pedras preciosas: esmeraldas, rubis e pérolas aparecem em elementos de cinturão.
  • Moedas: emissões de imperadores ajudam a situar o naufrágio no tempo.
  • Anel imperial: a imagem do imperador aponta para ligação com a alta administração.
Ouro e pedras preciosas permaneceram escondidos sob a água por muitos séculos

Leia também: Pedra de 6 toneladas no centro de Stonehenge veio da Escócia e percorreu pelo menos 700 km há cerca de 5.000 anos

Como o naufrágio foi datado e interpretado?

As moedas e o tipo dos objetos colocam o naufrágio entre o fim do século VII e o início do VIII. A embarcação estava perto de Mljet, numa rota importante do Adriático, e pode ter buscado abrigo antes de afundar em uma área usada historicamente por navios.

A pesquisa também envolve análise de ânforas, cerâmica e carga comercial. A Universidade Stanford participa do estudo do material, ajudando a entender de onde vieram os produtos e como esse navio se encaixava nas rotas marítimas do período.

A seguir listamos 3 comparações centrais que resumem o que as evidências permitem interpretar:

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DADOS EM FOCO
Pistas deixadas pelo naufrágio
Tabela com evidências, materiais e interpretações do naufrágio bizantino localizado perto de Mljet.
Evidência Data ou material O que indica
Moedas Fim do século VII Ajuda a datar o naufrágio
Joias Ouro e pedras preciosas Presença de bens de alto status
Carga comercial Ânforas e utensílios Viagem ligada também ao comércio

O que esse navio pode revelar sobre o Mediterrâneo bizantino?

O naufrágio reúne luxo, administração e comércio num mesmo contexto fechado. Isso permite estudar não só objetos separados, mas a relação entre pessoas de alta posição, mercadorias e rotas marítimas num momento de grandes transformações políticas no Mediterrâneo oriental e no Adriático.

Com cada peça conservada, o naufrágio bizantino de Mljet deixa de ser apenas um tesouro de ouro. Ele funciona como um retrato de uma viagem interrompida, capaz de revelar quem circulava pelo mar, o que carregava e como riqueza e poder viajavam há mais de 1.300 anos.

Sua história pode virar reportagem

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Tags: arqueologiaBizâncioCroácianaufrágio

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