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Homem falece em salto de bungee jump e família recebe R$ 300 mil e pensão mensal

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
29/07/2026
Em Economia
Homem falece em salto de bungee jump e família recebe R$ 300 mil e pensão mensal

Negligência técnica e falta de socorro preparado responsabilizam organizadores por acidente.

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O salto de bungee jump deveria seguir uma sequência de cálculos, conferências e testes antes de qualquer participante deixar a plataforma. No caso analisado pela Justiça, a investigação apontou falhas na preparação, nos equipamentos e na resposta à emergência.

Como aconteceu o salto de bungee jump que terminou em morte?

O homem participou de uma atividade organizada por empresas de entretenimento e fornecimento de equipamentos. Durante o salto, ocorreu uma falha e ele morreu.

A esposa e o filho procuraram a Justiça para responsabilizar os fornecedores. A 29ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, em parte, a condenação.

A montagem, a corda e a estrutura de socorro entraram no centro do julgamento

Quais falhas foram encontradas na organização?

O conjunto de provas mostrou problemas que ultrapassavam o risco normal de um esporte radical. Os defeitos alcançaram desde a montagem até a ausência de socorro preparado no local.

  • Montagem: os equipamentos teriam sido instalados de forma apressada.
  • Componentes: houve discussão sobre a falta de partes necessárias.
  • Corda: a medição foi considerada rudimentar e inadequada.
  • Teste: não foi realizado um salto de verificação antes da atividade.
  • Backup: o sistema de segurança era incompatível.
  • Socorro: não havia equipe especializada disponível no local.

Assinar um termo de risco livra a empresa de responsabilidade?

Não quando o dano resulta de falha técnica ou falta de segurança mínima. Ao assinar o documento, o participante reconhece perigos comuns e inevitáveis da atividade, mas não abre mão do direito a equipamentos corretamente calculados e instalados.

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O tribunal afirmou que o caráter radical do esporte não afasta o Código de Defesa do Consumidor. O termo também não autoriza erro de medição, ausência de conferência ou organização deficiente.

Leia também: Funcionário recebe apenas fast food como refeição e empresa paga R$ 10 mil na Justiça

Qual indenização foi fixada para a esposa e o filho?

Os danos morais foram fixados em R$ 300 mil. O valor será dividido igualmente, com R$ 150 mil para a esposa e R$ 150 mil para o filho.

A indenização compensa a perda e o sofrimento reconhecidos no processo. Ela é separada da pensão mensal estabelecida para substituir parte da contribuição financeira da vítima.

Como funciona a pensão mensal?

As empresas deverão pagar o equivalente a dois terços do salário mínimo por mês. Metade dessa parcela corresponde à esposa e a outra metade ao filho.

Esposa
R$ 150 mil e um terço do salário mínimo A pensão será paga até a data em que a vítima completaria 72 anos.
Filho
R$ 150 mil e um terço do salário mínimo A parcela mensal seguirá até que o filho complete 25 anos.
Termo de risco
Não elimina falhas na prestação do serviço O reconhecimento do perigo normal não permite descuido técnico ou ausência de segurança.
Seguro
Apólice não garante cobertura irrestrita As condições e exclusões do contrato precisam ser analisadas separadamente.

O que o tribunal mudou na sentença?

O colegiado afastou a responsabilidade pessoal de um dos sócios porque a condenação havia ultrapassado os limites do pedido apresentado pela família. As empresas permaneceram responsáveis.

A decisão foi tomada em segunda instância e manteve os principais valores. O comunicado do TJSP não informou que o processo já havia chegado definitivamente ao fim.

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Tags: acidente fatalbungee jumpdanos moraisPensão

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