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Uma garrafa romana fechada há cerca de 1.700 anos ainda guarda líquido e tem alças em forma de golfinho

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
24/09/2026
Em Entretenimento
O recipiente permaneceu fechado por séculos e preservou um conteúdo que ainda pode ser estudado

O recipiente permaneceu fechado por séculos e preservou um conteúdo que ainda pode ser estudado

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A garrafa romana de Speyer foi datada entre 325 e 350 d.C. e permanece fechada há cerca de 1.700 anos.↓ Ver no artigo
Encontrada em 1867 numa tumba romana próxima a Speyer, a garrafa comporta aproximadamente 1,5 litro.↓ Ver no artigo
O recipiente de vidro preserva duas alças curvas moldadas em forma de golfinhos, unindo função e decoração.↓ Ver no artigo

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⚡ Feito com Myth Box

Achada numa sepultura romana perto de Speyer, a garrafa romana permanece fechada há cerca de dezessete séculos. Datada de 325 a 350 d.C., ainda contém líquido, comporta aproximadamente 1,5 litro e preserva duas alças moldadas como golfinhos, detalhe extraordinariamente preservado no museu alemão até hoje.

O que torna a garrafa romana de Speyer tão incomum?

O chamado Römerwein de Speyer é uma garrafa de vidro amarelado-esverdeado datada aproximadamente entre 325 e 350 d.C. Ela chama atenção porque permaneceu fechada e ainda conserva líquido no interior depois de cerca de dezessete séculos.

O recipiente comporta aproximadamente 1,5 litro e tem ombros que lembram uma ânfora. Nas laterais, duas alças curvas apresentam forma de golfinho, detalhe decorativo que diferencia a peça e ajuda a explicar por que ela se tornou um dos objetos mais conhecidos do museu de Speyer.

As alças decoradas mostram um cuidado visual que ia além da função prática da garrafa

Como essa garrafa chegou até o museu?

A peça foi encontrada em 1867 durante trabalhos em uma tumba romana próxima a Speyer. O contexto continha dois sarcófagos, associados a um homem e uma mulher, além de vários recipientes de vidro colocados como acompanhamentos funerários.

Entre as garrafas e vasos do conjunto, apenas uma permaneceu com líquido visível. Depois da descoberta, ela entrou para a coleção do Historisches Museum der Pfalz, onde o chamado vinho romano passou a integrar a apresentação da longa história vitivinícola da região.

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O líquido ainda pode ser chamado de vinho?

Análises antigas indicaram que pelo menos parte do conteúdo foi vinho de uva. Ao longo dos séculos, porém, o álcool desapareceu e o material se transformou. Por isso, o líquido atual não pode ser tratado como uma bebida intacta pronta para consumo.

Os romanos teriam usado azeite e selagem para limitar o contato do vinho com o ar. Uma camada oleosa ainda é associada à conservação do conteúdo. Como abrir a garrafa poderia alterar para sempre esse equilíbrio, o recipiente continua fechado e preservado como objeto arqueológico.

A seguir listamos quatro detalhes preservados que ajudam a reconhecer o achado e entender sua função:

  • Capacidade: o recipiente comporta aproximadamente 1,5 litro de líquido.
  • Datação: a peça é situada por volta de 325 a 350 d.C.
  • Alças: duas formas curvas lembram golfinhos junto ao corpo da garrafa.
  • Conteúdo: análises indicaram vinho originalmente, hoje alterado pelo tempo e pela conservação.

Leia também: Um pente de marfim de 3.700 anos guarda a primeira frase completa conhecida em cananeu, e ela fala sobre piolhos

O líquido interno transforma o objeto em um achado ainda mais raro para os pesquisadores

Por que as alças em forma de golfinho chamam atenção?

As duas alças fazem parte da própria forma do vidro e lembram golfinhos arqueados junto ao corpo da garrafa. Elas combinam função e decoração, oferecendo pontos de apoio ao mesmo tempo em que deixam o recipiente funerário muito mais elaborado que um vaso comum.

O Deutsches Weininstitut registra o Römerwein como o vinho de uva preservado mais antigo do mundo e destaca a data em torno de 325. A garrafa ocupa um lugar central na história regional do vinho.

A seguir listamos três dados centrais que resumem as características mais importantes documentadas para a peça:

Logo EM Foco
DADOS EM FOCO
O Römerwein de Speyer
Resumo de datação, volume e conservação da garrafa romana
Aspecto Dado O que chama atenção
Idade Cerca de 1.700 anos Permanece fechada
Volume Aproximadamente 1,5 L Líquido ainda visível
Decoração Alças de golfinho Vidro funcional e ornamentado

O que a garrafa revela sobre costumes funerários romanos?

A presença de vinho em uma tumba mostra que comida e bebida podiam acompanhar os mortos. Recipientes colocados junto aos sarcófagos faziam parte de práticas funerárias e hoje fornecem informações sobre consumo, conservação e objetos de vidro usados no século IV.

A garrafa de Speyer impressiona porque reúne vidro, decoração e conteúdo no mesmo objeto. Em vez de restar apenas um vaso vazio, ela preservou uma amostra material de um costume funerário romano e continua fechada, permitindo que esse conjunto raro atravesse quase 1.700 anos.

Sua história pode virar reportagem

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Tags: arqueologiaRomaSpeyerVinho

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