O The Interlace rejeita a imagem convencional do condomínio formado por torres separadas. Em Singapura, seus blocos residenciais foram cruzados e empilhados em diferentes direções, criando uma composição horizontal com pátios, jardins elevados e apartamentos conectados a espaços coletivos.
Por que o condomínio abandonou o modelo de torres isoladas?
Projetado por Ole Scheeren durante sua atuação no escritório OMA, o conjunto buscou uma alternativa para a moradia de alta densidade. Em vez de concentrar apartamentos em edifícios verticais independentes, distribuiu volumes alongados pelo terreno e criou ligações visuais entre eles.
A organização forma uma espécie de vila vertical. Os vazios deixados entre os blocos recebem áreas de convivência, vegetação, piscinas e caminhos, enquanto as coberturas escalonadas ampliam a presença de jardins e terraços em diferentes alturas.

Quais elementos formam a arquitetura do The Interlace?
A aparência irregular nasce de uma unidade repetida. Cada bloco residencial possui proporções semelhantes, mas muda de orientação e posição dentro do conjunto. Alguns repousam sobre o terreno, enquanto outros atravessam volumes inferiores e criam grandes trechos suspensos.
Os pontos centrais da obra aparecem nestes elementos:
Veja mais detalhes abaixo no canal Construções Incríveis.
Como os blocos empilhados funcionam como um condomínio?
A implantação distribui os edifícios em uma malha hexagonal. Em alguns pontos, os blocos se cruzam ou se apoiam uns sobre os outros. Em outros, deixam aberturas que permitem a entrada de luz, ventilação e vistas para a paisagem ao redor.
Na prática, o funcionamento passa por relações como:
- apartamentos distribuídos dentro de blocos residenciais repetitivos;
- núcleos verticais compartilhados entre determinados volumes;
- pátios utilizados como referências de circulação e convivência;
- caminhos para pedestres conectando moradias e áreas de lazer;
- coberturas transformadas em jardins e terraços acessíveis;
- estacionamento mantido abaixo das áreas externas principais.
Esse encadeamento ajuda o leitor a perceber que uma obra não depende de uma peça isolada. O resultado vem da combinação entre projeto, execução, materiais, manutenção e uso correto da estrutura.
Quais números mostram a escala do The Interlace?
Os dados técnicos foram concentrados neste ponto para mostrar como a repetição de uma unidade residencial produziu um conjunto de grande densidade. A contagem considera os blocos como volumes arquitetônicos, e não como torres independentes convencionais.
A ficha técnica reúne os dados que precisam de fonte e contexto:
| Item técnico | Dado central | Leitura editorial | Base |
|---|---|---|---|
| Blocos residenciais Unidades principais da composição | 31 blocos empilhados e interligados | Verificado | Büro Ole Scheeren |
| Altura dos módulos Configuração de cada bloco | 6 pavimentos por bloco residencial | Verificado | descrição oficial do projeto |
| Apartamentos Capacidade residencial do conjunto | 1.040 unidades | Verificado | Architectural Record |
| Pátios principais Vazios internos permeáveis | 8 pátios formados pela disposição hexagonal | Fonte oficial | ficha do escritório responsável |
| Conclusão Marco histórico do condomínio | Complexo residencial concluído em 2013 | Histórico | registro arquitetônico da obra |
O que o The Interlace ensina sobre moradia coletiva?
O condomínio mostra que alta densidade não precisa resultar apenas em torres independentes cercadas por áreas residuais. Ao reorganizar blocos repetidos, o projeto criou pátios reconhecíveis, coberturas habitáveis e diferentes relações entre apartamentos, jardins e espaços de circulação.
A solução também exige administração e manutenção compatíveis com sua complexidade. Estruturas suspensas, áreas comuns extensas, impermeabilização e paisagismo elevado precisam de acompanhamento contínuo. Ainda assim, o The Interlace transformou repetição construtiva em uma forma coletiva distante do condomínio vertical convencional.




