Como reduzir a sombra criada por uma torre? O One Central Park combina jardins verticais com um heliostato que acompanha o Sol. Espelhos móveis enviam a luz até refletores instalados no alto, que a redistribuem para o parque e para espaços inferiores normalmente sombreados.
Por que o One Central Park une uma torre a um jardim?
O conjunto fica em Sydney, na Austrália, e integra a transformação de uma antiga área industrial próxima ao centro. Projetadas pelo Ateliers Jean Nouvel com participação do PTW Architects, as torres reúnem apartamentos, hospedagem, comércio e áreas compartilhadas.
A vegetação foi concebida como uma continuação vertical do parque vizinho. Em vez de ocupar apenas o térreo, ela sobe pelas fachadas por meio de jardins hidropônicos, jardineiras e cabos para plantas trepadeiras. O paisagismo foi desenvolvido com o botânico francês Patrick Blanc.

Como a vegetação se mantém nas fachadas?
O efeito visual mistura sistemas diferentes. Algumas áreas recebem paredes vegetadas, enquanto outras usam jardineiras horizontais ligadas a cabos. Essa combinação permite distribuir espécies conforme orientação solar, altura, exposição ao vento e espaço disponível na envoltória.
As plantas também participam do controle ambiental. Folhas e ramos ajudam a sombrear apartamentos durante períodos mais quentes, mas o desempenho depende de irrigação, drenagem, nutrição, poda, substituição de exemplares e acesso seguro para manutenção.
Os pontos centrais da obra aparecem nestes elementos:
Veja mais detalhes abaixo no canal The Sydney Morning Herald and The Age, com mais de 200 mil inscritos.
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Como o espelho motorizado devolve luz aos espaços sombreados?
O dispositivo é mais complexo que um único espelho instalado no topo. Heliostatos motorizados posicionados sobre a torre menor acompanham a trajetória solar e refletem os raios para um grande balanço ligado à torre principal. Nesse ponto, refletores fixos redirecionam a claridade para baixo.
Na prática, o funcionamento passa por etapas como:
- sensores e controles determinam a posição aparente do Sol;
- os heliostatos ajustam continuamente o ângulo de reflexão;
- a luz é enviada ao conjunto suspenso na torre principal;
- espelhos fixos recebem e fragmentam o feixe refletido;
- a claridade alcança partes do parque, do átrio e das áreas comuns;
- o sistema deixa de contribuir quando não há incidência solar adequada.
Esse encadeamento ajuda o leitor a perceber que uma obra não depende de uma peça isolada. O resultado vem da combinação entre projeto, execução, materiais, manutenção e uso correto da estrutura.
Quais dados técnicos explicam o One Central Park?
As informações abaixo concentram as medidas e quantidades verificáveis. Valores de altura podem mudar conforme o ponto adotado para medição, enquanto a cobertura vegetal representa uma proporção aproximada da área das fachadas, e não uma camada contínua sobre todas as superfícies.
A ficha técnica reúne os dados que precisam de fonte e contexto:
| Item técnico | Dado central | Leitura editorial | Base |
|---|---|---|---|
| Cobertura vegetal Proporção das fachadas | Aproximadamente 50% da área | Aproximado | Ateliers Jean Nouvel |
| Configuração Torres sobre base comercial | 34 pavimentos e 12 pavimentos | Verificado | ficha do projeto |
| Altura divulgada Torre principal | 130 metros | Fonte técnica | Ateliers Jean Nouvel |
| Heliostatos Espelhos com rastreamento solar | 40 unidades motorizadas | Referência técnica | Architecture Australia |
| Conclusão Período informado pela construtora | 2014 | Histórico | BESIX |
O que essa torre ensina sobre arquitetura sustentável?
O One Central Park não elimina a sombra que produz, nem funciona sem irrigação, energia e manutenção. Sua contribuição está em reconhecer esses efeitos e integrar respostas ao projeto. Vegetação, controle solar e redirecionamento de luz deixam de ser acessórios e passam a participar da forma do edifício.
A obra também mostra que uma fachada viva é um sistema operacional, não apenas uma imagem verde. O resultado depende da escolha das espécies, da orientação de cada superfície, do fornecimento de água e do cuidado permanente, enquanto o heliostato depende da incidência solar e da precisão dos mecanismos.




