A nova regra de herança e as normas de proteção ao patrimônio na Colômbia estabelecem que bens herdados por menores possuem restrições severas de venda. O objetivo central é garantir que os direitos dos herdeiros com menos de 18 anos sejam preservados contra administrações prejudiciais.
Como funciona a proteção de bens para menores na Colômbia?
O sistema jurídico colombiano determina que imóveis pertencentes a menores não podem ser alienados ou hipotecados livremente pelos responsáveis. Essa proteção está fundamentada no Código Civil do país, que exige a comprovação de necessidade ou vantagem óbvia para a criança antes de qualquer transação comercial.
Para que um imóvel seja vendido, é obrigatória uma autorização judicial ou notarial, processo que envolve o conhecimento de causa pelo juiz. Se o herdeiro for muito jovem, o bloqueio prático pode durar até uma década, período necessário para que ele atinja a maioridade civil e possa assinar documentos por conta própria.

Por que o prazo de restrição pode chegar a 10 anos?
O tempo de impedimento para a venda não é um número fixo na legislação, mas sim o reflexo da idade do herdeiro no momento do falecimento. Se uma criança de 8 anos recebe um imóvel, a restrição judicial de venda perdura, em regra, pelos 10 anos seguintes até que ela complete a maioridade.
Durante esse intervalo, os pais ou tutores exercem a gestão do patrimônio, mas não possuem o poder de disposição sobre o bem. Confira os pontos fundamentais dessa administração:
- Pátria potestad: Gestão exercida pelos pais sob supervisão do Estado.
- Rendimentos: Aluguéis podem ser usados apenas para saúde e educação do menor.
Quais são as exigências para vender um imóvel de herdeiro menor?
A venda de um bem de um menor de idade na Colômbia é considerada uma exceção e exige um trâmite rigoroso. O representante legal deve entrar com um pedido de autorização, e caso o juiz conceda a licença, ela possui validade limitada de seis meses para ser concluída.
Para entender melhor os conceitos de sucessão e os direitos envolvidos nesse tipo de processo, é importante conhecer essas definições básicas. Sem seguir esses protocolos, qualquer tentativa de registro de venda em cartório é considerada nula, protegendo o patrimônio do herdeiro de possíveis fraudes ou má gestão.
O que mudou com a nova regra de herança no Brasil?
No território brasileiro, o cenário também exige cautela, especialmente com a recente Resolução CNJ nº 571/2024. Agora, é permitido realizar inventários extrajudiciais com herdeiros menores, desde que haja consenso e uma autorização judicial prévia que valide a partilha dos bens de forma justa.
Mesmo com essa modernização, a regra de venda permanece rígida: para alienar um imóvel de um menor, o administrador precisa de um alvará judicial. O Ministério Público atua obrigatoriamente nesses casos para fiscalizar se o dinheiro da venda será depositado em conta judicial ou reinvestido em benefício direto do jovem proprietário.
Para detalhes sobre normas específicas e trâmites de proteção ao menor, o portal do Ministério da Justiça oferece diretrizes sobre direitos civis e assistência jurídica. Veja abaixo as principais diferenças de procedimentos:

Quando a restrição pode ultrapassar a maioridade do herdeiro?
Existem situações em que o impedimento de venda não termina aos 18 anos, como em casos de herdeiros com deficiências que limitem sua capacidade civil. Nesses cenários, a curatela permanece ativa, e o juiz continuará supervisionando qualquer tentativa de onerar ou vender o patrimônio herdado para evitar abusos.
O encerramento de um processo sucessório que envolve menores exige paciência e o cumprimento estrito das normas de cada país. Seja na Colômbia ou no Brasil, a lei prioriza a segurança financeira do herdeiro em detrimento da agilidade comercial dos bens.




