Estado de Minas - Em Alta
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em Alta
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em Alta
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Curiosidades

Há 2.400 anos, um navio grego afundou no Mar Negro e a falta de oxigênio a mais de 2 km de profundidade preservou a embarcação praticamente inteira

Paulo Por Paulo
26/08/2026
Em Curiosidades
Navio grego de 2.400 anos preservado no Mar Negro

Navio grego de 2.400 anos preservado no Mar Negro

A mais de 2 km sob o Mar Negro, um navio grego de 2.400 anos ainda conserva a forma de uma embarcação do período clássico. Datado de cerca de 400 a.C., o casco escapou da decomposição comum porque repousa em água sem oxigênio, condição que preserva madeira e outros materiais orgânicos por milhares de anos.

Por que o navio grego do Mar Negro conseguiu sobreviver por tanto tempo?

O segredo está na química das profundezas do Mar Negro. Abaixo de certa faixa, a água contém pouquíssimo oxigênio dissolvido. Sem esse gás, muitos organismos que normalmente atacariam a madeira de um casco simplesmente não conseguem agir com a mesma eficiência.

Essa condição anóxica, termo usado para ambientes sem oxigênio, funciona como uma barreira contra a decomposição. Por isso, embarcações antigas podem conservar partes delicadas que quase sempre desaparecem em outros mares, permitindo observar técnicas de construção que antes eram conhecidas apenas por desenhos e descrições.

Navio grego de 2.400 anos preservado no Mar Negro
Navio grego de 2.400 anos preservado no Mar Negro

Como os pesquisadores chegaram à idade de cerca de 400 a.C.?

O navio foi localizado durante um levantamento que percorreu mais de 2.000 km² do fundo marinho. O Black Sea MAP retirou uma pequena amostra da embarcação para datação por carbono, que indicou origem por volta de 400 a.C..

Com pelo menos 2.400 anos, ele se tornou o naufrágio intacto mais antigo já identificado pela equipe. A idade coloca a embarcação no período clássico grego, quando navios mercantes cruzavam rotas regionais e transportavam pessoas e mercadorias entre diferentes portos.

O que a conservação revela sobre embarcações antigas?

A preservação não se resume ao contorno do casco. Em vários naufrágios encontrados na mesma região, arqueólogos registraram mastros ainda em pé, lemes, equipamentos e marcas de ferramentas. O conjunto permite comparar objetos reais com representações produzidas por artistas antigos e com descrições sobreviventes da navegação.

Três elementos ajudam a explicar por que esse tipo de achado é tão raro:

  • Madeira preservada: partes orgânicas resistem muito mais tempo em águas profundas sem oxigênio.
  • Estrutura reconhecível: o formato do navio permanece legível mesmo após milênios no fundo.
  • Equipamentos associados: peças próximas ao casco ajudam a reconstruir como essas embarcações funcionavam.
Navio grego de 2.400 anos preservado no Mar Negro
Navio grego de 2.400 anos preservado no Mar Negro

Por que o formato do navio chamou tanta atenção dos arqueólogos?

O desenho do mercante lembrava um tipo de embarcação antes conhecido principalmente por imagens da cerâmica grega. Um exemplo é o Vaso das Sereias, peça antiga que mostra um navio com remadores, leme e casco de perfil semelhante.

Ter um casco real do período clássico muda a comparação. Em vez de depender somente de representações artísticas, pesquisadores podem medir proporções, observar encaixes e analisar soluções de construção. Isso transforma um desenho conhecido há séculos em uma referência que pode ser confrontada com evidência arqueológica concreta.

O que esse naufrágio ainda pode ensinar sobre a navegação grega?

O maior valor do achado está na combinação de idade, profundidade e preservação. Cada parte conservada pode ajudar a esclarecer como mercadores distribuíam carga, controlavam a embarcação e construíam cascos capazes de enfrentar viagens longas em uma época sem motores, instrumentos eletrônicos ou mapas modernos.

LeiaTambém

As estruturas mostram um nível de precisão surpreendente para comunidades sem ferramentas metálicas

Sem ferramentas de metal, agricultores de 7.000 anos cortaram carvalhos de até 1 metro e construíram poços com encaixes complexos de madeira

28/08/2026
A concentração dos corpos em uma área pequena tornou o achado ainda mais difícil de explicar

Arqueólogos abriram um fosso de 7.000 anos e encontraram pelo menos 38 esqueletos amontoados, mas dos fósseis tinha algo inesperado

28/08/2026
O ambiente seco permitiu que materiais vegetais frágeis sobrevivessem por milhares de anos

Uma caverna extremamente seca preservou cestos de 9.500 anos e sandálias de aproximadamente 6.200 anos feitas de fibras vegetais

27/08/2026
O sistema combinava uma rampa central com estruturas laterais usadas durante a subida dos blocos

Uma pedreira preservou por 4.500 anos uma rampa com escadas e postes usada para puxar enormes blocos por inclinações superiores a 20%

27/08/2026

O navio também mostra como o fundo do Mar Negro pode funcionar como arquivo arqueológico. O ambiente que tornou a vida difícil para organismos decompositores acabou guardando uma embarcação por cerca de 24 séculos, oferecendo um raro retrato material da navegação no mundo grego antigo.

Tags: arqueologiaGréciaMar Negronaufrágio

Estado de Minas

Política Economia Internacional Nacional Cultura Saúde e Bem Viver EM Digital Fale com EM Assine o Estado de Minas

Entretenimento

Entretenimento Famosos Séries e TV Cinema Música Trends Comportamento Gastronomia Tech Promoções

Estado de Minas

Correio Braziliense

Cidades DF Política Brasil Economia Mundo Diversão e Arte Ciência e Saúde Eu Estudante Concursos Concursos

Correio Web

No Ataque

América Atlético Cruzeiro Vôlei Futebol Nacional Futebol Internacional Esporte na Mídia Onde Assistir

Vrum

Classificados MG Classificados DF Notícias

Lugar Certo

Classificados MG Classificados DF

Jornal Aqui

Cidades Esporte Entretenimento Curiosidades

Revista Encontro

Notícias Cultura Gastrô

Tv Alterosa

Alterosa Alerta Jornal da Alterosa Alterosa Esporte

Sou BH

Tupi FM

Apresentadores Programação PodCasts Melhores da Bola Tupi

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Gerais
  • Política
  • Economia
  • Nacional
  • Internacional
  • DiversEM
  • Saúde
  • Colunistas
  • Cultura
  • BBB
  • Educação
  • Publicidade Legal
  • Direito e Justiça Minas
  • Regiões de Minas
  • Opinião
  • Especiais
  • #PRAENTENDER
  • Emprego
  • Charges
  • Turismo
  • Ciência
  • Feminino e Masculino
  • Degusta
  • Tecnologia
  • Esportes
  • Pensar
  • Podcast
  • No Ataque
    • América
    • Atlético
    • Cruzeiro
  • Agropecuário
  • Entretenimento
  • Horóscopo
  • Divirta-se
  • Apostas
  • Capa do Dia
  • Loterias
  • Casa e Decoração
  • Mundo Corporativo
  • Portal Uai
  • TV Alterosa
  • Parceiros
  • Blogs
  • Aqui
  • Vrum
  • Sou BH
  • Assine
  • Anuncie
  • Newsletter
  • Classificados
  • Clube do Assinante
  • EM Digital
  • Espaço do Leitor
  • Fale com o EM
  • Perguntas Frequentes
  • Publicidade Legal Aqui
  • Conteúdo Patrocinado
  • Política de privacidade

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.