Estado de Minas - Em Alta
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em Alta
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em Alta
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Entretenimento

Uma escultura de madeira originalmente com 5,3 metros e vários rostos ficou preservada dentro de um pântano por cerca de 11.600 anos

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
20/08/2026
Em Entretenimento
O pântano criou condições raras para que a madeira atravessasse milhares de anos

O pântano criou condições raras para que a madeira atravessasse milhares de anos

Quando o Ídolo de Shigir foi retirado de uma turfeira russa, sua madeira carregava desenhos feitos milhares de anos antes das pirâmides do Egito. A reconstrução histórica chegou a 5,3 metros. Rostos, linhas e figuras geométricas sobreviveram porque o ambiente encharcado retardou a decomposição.

Como uma peça de madeira conseguiu atravessar tantos milênios?

Madeira normalmente apodrece com facilidade, principalmente quando fica exposta a microrganismos e ao ar. O Ídolo de Shigir teve outro destino porque terminou soterrado em uma turfeira dos Urais, onde o ambiente úmido favoreceu sua preservação.

A escultura foi encontrada em 1890, durante mineração de ouro, a cerca de 100 quilômetros de Yekaterinburg. Os arqueólogos recuperaram dez fragmentos de madeira a aproximadamente 4 metros de profundidade.

Os vários rostos esculpidos ainda levantam perguntas sobre seu significado

Qual era o tamanho original do Ídolo de Shigir?

Os pedaços não chegaram intactos até o presente. Uma reconstrução feita em 1914, com base nos fragmentos então disponíveis, indicou uma escultura de aproximadamente 5,3 metros. Parte da seção inferior acabou desaparecendo depois.

O conjunto preservado atualmente mede cerca de 3,4 metros. Desenhos antigos ajudam a saber como a parte perdida se encaixava na estrutura e permitem reconstruir a dimensão que o objeto provavelmente possuía.

O que os pesquisadores conseguiram identificar:
1
Cabeça esculpida A parte superior apresenta uma face com olhos, nariz e boca marcados na madeira.
2
Outros rostos Representações humanas aparecem em diferentes pontos ao longo do corpo da escultura.
3
Desenhos geométricos Zigue-zagues, linhas e outros padrões ocupam boa parte da superfície preservada.
4
Corpo alongado A estrutura foi talhada como uma grande prancha vertical com decoração distribuída pela madeira.

Leia também: A mais de 2 quilômetros de profundidade, um navio de 2.400 anos ainda conservava mastro, lemes e bancos usados pelos remadores

De que árvore saiu uma escultura desse tamanho?

O objeto foi talhado em larício, árvore que cresce em regiões frias do hemisfério norte. A análise dos anéis mostrou que o tronco escolhido já era antigo quando foi cortado, oferecendo madeira suficiente para uma peça monumental.

Marcas de trabalho ainda visíveis indicam que ferramentas de pedra foram usadas no processo. Isso coloca o monumento em um período no qual comunidades de caçadores-coletores já dominavam técnicas capazes de transformar grandes troncos em objetos cheios de detalhes.

Alguns pontos ajudam a separar o que existe hoje do que foi reconstruído:
  • A escultura foi encontrada dividida em dez fragmentos.
  • A reconstrução de 1914 alcançava cerca de 5,3 metros.
  • Uma parte inferior de aproximadamente 1,95 metro foi perdida depois.
  • O trecho preservado e exposto atualmente tem cerca de 3,4 metros.

Essa diferença é importante porque os 5,3 metros não correspondem à altura que pode ser observada hoje. A medida vem da reconstrução feita quando partes atualmente desaparecidas ainda eram conhecidas.

A peça oferece uma janela incomum para crenças de um passado muito distante

Como os cientistas chegaram à idade de cerca de 11.600 anos?

As primeiras tentativas de datação produziram resultados que já colocavam o objeto no período Mesolítico. Uma nova rodada de análises por radiocarbono refinou a idade e situou sua produção perto de 9600 a.C., no começo do Holoceno.

LeiaTambém

As estruturas mostram um nível de precisão surpreendente para comunidades sem ferramentas metálicas

Sem ferramentas de metal, agricultores de 7.000 anos cortaram carvalhos de até 1 metro e construíram poços com encaixes complexos de madeira

28/08/2026
A concentração dos corpos em uma área pequena tornou o achado ainda mais difícil de explicar

Arqueólogos abriram um fosso de 7.000 anos e encontraram pelo menos 38 esqueletos amontoados, mas dos fósseis tinha algo inesperado

28/08/2026
O ambiente seco permitiu que materiais vegetais frágeis sobrevivessem por milhares de anos

Uma caverna extremamente seca preservou cestos de 9.500 anos e sandálias de aproximadamente 6.200 anos feitas de fibras vegetais

27/08/2026
O sistema combinava uma rampa central com estruturas laterais usadas durante a subida dos blocos

Uma pedreira preservou por 4.500 anos uma rampa com escadas e postes usada para puxar enormes blocos por inclinações superiores a 20%

27/08/2026

Isso coloca o Ídolo de Shigir entre os exemplos conhecidos mais antigos de escultura monumental antropomórfica em madeira. O termo antropomórfico descreve uma obra que apresenta características ou formas humanas.

As principais fases dessa trajetória ficam assim:
Etapa Dado Situação
Produção Início do Holoceno Por volta de 9600 a.C. Datado
Descoberta Turfeira de Shigir Encontrado em 1890 Documentado
Reconstrução Fragmentos conhecidos 5,3 metros em 1914 Parte perdida

O que ainda não sabemos sobre os rostos e desenhos?

Os arqueólogos conseguem descrever as figuras, mas o significado delas continua aberto. Os padrões podem ter carregado ideias religiosas, histórias, sinais de identidade ou outras mensagens que deixaram de ser compreensíveis muitos milênios atrás.

A preservação excepcional permite ao menos enxergar parte dessa linguagem visual. Um tronco trabalhado no início do Holoceno ainda conserva rostos e marcas produzidos por pessoas cuja cultura não deixou textos escritos explicando o que cada desenho queria dizer.

💡 Curiosidade A escultura ficou décadas sem uma idade segura porque sua aparência não tinha paralelo suficiente para permitir uma datação confiável apenas pelo estilo.
Tags: arqueologiaarte pré-históricamadeira antigaRússia

Estado de Minas

Política Economia Internacional Nacional Cultura Saúde e Bem Viver EM Digital Fale com EM Assine o Estado de Minas

Entretenimento

Entretenimento Famosos Séries e TV Cinema Música Trends Comportamento Gastronomia Tech Promoções

Estado de Minas

Correio Braziliense

Cidades DF Política Brasil Economia Mundo Diversão e Arte Ciência e Saúde Eu Estudante Concursos Concursos

Correio Web

No Ataque

América Atlético Cruzeiro Vôlei Futebol Nacional Futebol Internacional Esporte na Mídia Onde Assistir

Vrum

Classificados MG Classificados DF Notícias

Lugar Certo

Classificados MG Classificados DF

Jornal Aqui

Cidades Esporte Entretenimento Curiosidades

Revista Encontro

Notícias Cultura Gastrô

Tv Alterosa

Alterosa Alerta Jornal da Alterosa Alterosa Esporte

Sou BH

Tupi FM

Apresentadores Programação PodCasts Melhores da Bola Tupi

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Gerais
  • Política
  • Economia
  • Nacional
  • Internacional
  • DiversEM
  • Saúde
  • Colunistas
  • Cultura
  • BBB
  • Educação
  • Publicidade Legal
  • Direito e Justiça Minas
  • Regiões de Minas
  • Opinião
  • Especiais
  • #PRAENTENDER
  • Emprego
  • Charges
  • Turismo
  • Ciência
  • Feminino e Masculino
  • Degusta
  • Tecnologia
  • Esportes
  • Pensar
  • Podcast
  • No Ataque
    • América
    • Atlético
    • Cruzeiro
  • Agropecuário
  • Entretenimento
  • Horóscopo
  • Divirta-se
  • Apostas
  • Capa do Dia
  • Loterias
  • Casa e Decoração
  • Mundo Corporativo
  • Portal Uai
  • TV Alterosa
  • Parceiros
  • Blogs
  • Aqui
  • Vrum
  • Sou BH
  • Assine
  • Anuncie
  • Newsletter
  • Classificados
  • Clube do Assinante
  • EM Digital
  • Espaço do Leitor
  • Fale com o EM
  • Perguntas Frequentes
  • Publicidade Legal Aqui
  • Conteúdo Patrocinado
  • Política de privacidade

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.