Plataforma antecipa pagamentos na economia criativa
Grupo DUX, que antecipou R$ 140 milhões em 750 operações, consolida atuação e amplia frentes de crédito, serviços financeiros e inteligência
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Caroline Jardim - Especial para o Estado de Minas
A economia criativa tem uma característica que pouca planilha capta, mas todos que trabalham nela conhecem: o pagamento chega, muitas vezes, entre 60 até 120 dias da entrega do serviço. E foi nessa fricção que o Grupo DUX decidiu fincar sua bandeira: transformar espera em liquidez imediata. Depois de provar a tese com R$ 140 milhões em antecipação de recebíveis ao longo de 16 meses, a empresa se lança como holding de soluções financeiras e consultivas voltadas para quem vive de criar.
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O reposicionamento como Grupo DUX formaliza uma evolução que já vinha acontecendo na prática. A companhia passa a se apresentar como uma estrutura institucional, organizada em três grandes frentes: a primeira, representada pela marca ANTI concentrará as ofertas dos serviços financeiros que englobam crédito, contas, pagamentos e produtos transacionais.
A segunda é a Prematch, frente dedicada ao ecossistema esportivo, que atua com soluções financeiras e de dados para antecipação de ativos, gestão de liquidez e estruturação financeira, conectando clubes, atletas, produtores de conteúdo e agentes do setor a modelos mais eficientes de monetização e gestão.
A terceira é a BASE, consultoria financeira e jurídica voltada ao apoio estratégico a empresas, influenciadores e profissionais da economia criativa.
A consolidação do Grupo DUX ocorre em um momento em que o mercado fintech, que captou R$ 4,8 bilhões em 2024 no Brasil, está num cenário de transição do crescimento acelerado para modelos mais sustentáveis, com foco em eficiência, crédito estruturado e nichos B2B. A economia criativa, responsável por cerca de 3,5% do PIB brasileiro, aparece como um desses nichos ainda em ascensão.
Em 16 meses de operação, a empresa realizou 750 operações, com ticket médio de R$ 150 mil e um total de R$ 140 milhões antecipados, o equivalente a mais de 57 mil dias de recebimentos adiantados, considerando um tempo médio de 77 dias por contrato. A inadimplência é de 0,1%, segundo o CEO do Grupo DUX, Luiz Octávio Gonçalves Neto, um índice considerado baixo mesmo em operações tradicionais de crédito.
No primeiro trimestre de 2026, foram R$ 50 milhões antecipados, com recorde mensal de R$ 20 milhões, refletindo a aceleração da demanda por liquidez no setor.
Hoje, o grupo atende mais de 10 mil profissionais e empresas, mantém uma rede de 90 parceiros ativos e estima que a demanda reprimida por liquidez no setor supere R$ 1 bilhão.
“O que ficou claro ao longo do tempo é que o problema da economia criativa não é pontual, é estrutural. O dinheiro chega depois do trabalho, e isso trava crescimento, contratação e investimento. O Grupo DUX nasce para organizar uma resposta sistêmica a esse gargalo”, complementa o executivo.
Dentro dessa arquitetura, as soluções passam a operar sob marcas específicas de produto, uma dedicada à frente bancária e transacional e outra que atua com soluções financeiras e de dados para o ecossistema esportivo, conectando clubes, atletas, produtores de conteúdo e agentes do setor a modelos mais eficientes de monetização e gestão financeira. “Tudo isso chancelado por uma camada de inteligência e consultoria financeira, com o objetivo de ajudar os diferentes atores da economia criativa a estruturar fluxos de caixa, organizar receitas, planejar crescimento e tomar decisões financeiras mais alinhadas à realidade de seus negócios", afirma Luiz Octávio.
A estrutura em formato de grupo também sustenta a estratégia de internacionalização, com foco inicial em hubs como Dubai e Nova York, onde o Grupo DUX vem ampliando presença institucional, participando de eventos globais e estruturando diálogos com investidores e parceiros internacionais. O objetivo é levar a tese de finanças para a economia criativa brasileira a outros mercados do Sul Global, onde a dinâmica de produção e recebimento apresenta desafios semelhantes.
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“Não queremos ser um banco tradicional nem apenas uma fintech de nicho. Nosso papel é construir uma infraestrutura financeira que acompanhe o ritmo de quem cria valor antes de receber por ele”, conclui o executivo.