O mercado pet brasileiro cresceu 12,8% em valor e 12,3% em volume em 2025, na comparação com o ano anterior, e amplia sua presença nas compras de supermercado. Segundo pesquisa da Associação Paulista de Supermercados (APAS), 54% dos consumidores costumam comprar produtos para animais de estimação nesses estabelecimentos. Entre os que compram a categoria no supermercado, 39% afirmam já ter deixado de comprar em uma loja por não encontrar o produto desejado.
Os dados apontam que a disponibilidade de itens para cães e gatos pode influenciar a escolha do estabelecimento. A ausência de um produto nas prateleiras leva parte dos consumidores a procurar outras lojas ou canais especializados, o que representa um desafio para os supermercados que buscam atender às diferentes necessidades das famílias.
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Ração para gatos cresce mais que a de cães
O avanço do mercado pet também aparece nos diferentes ritmos de crescimento das categorias. Em 2025, o volume de vendas de ração para gatos aumentou 26,2%, mais que o dobro da alta de 10% registrada pela ração para cães.
A diferença reforça a importância de acompanhar as mudanças nos hábitos de consumo e ajustar a oferta de produtos à demanda. Para o varejo alimentar, manter a categoria abastecida pode contribuir para tornar as compras mais convenientes e evitar que o consumidor precise recorrer a outros estabelecimentos.
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“A categoria pet deixou de ser complementar e passou a ocupar o consumo das famílias, refletindo um consumidor que busca cada vez mais conveniência e praticidade. As pessoas querem resolver mais necessidades em uma única compra”, afirma Felipe Queiroz, economista-chefe da APAS.
Segundo ele, acompanhar esse comportamento também pode representar uma oportunidade de fidelização. “Para o varejo, acompanhar esse movimento significa entender que a categoria já influencia a jornada de compra e pode ser, também, uma oportunidade de fidelizar o consumidor”, completa.
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A expansão dos produtos pet acompanha a presença dos animais de estimação na rotina das famílias e amplia as demandas atendidas pelo varejo alimentar. Nesse cenário, a variedade de produtos e a reposição das prateleiras ganham relevância para os estabelecimentos que pretendem concentrar diferentes necessidades de consumo em uma única compra.
