A inflação em Belo Horizonte, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-BH), teve alta de 0,21% em setembro, informa a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Fundação Ipead). Em agosto, o índice registrou um recuo de 0,16%.
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A inflação de setembro foi influenciada, principalmente, pelo preço da gasolina comum, que subiu 4,78% no período. De acordo com Eduardo Antunes, gerente de Pesquisa da Fundação Ipead, o etanol teve uma alta ainda maior no mês, de 12,6%, mas seu peso para a composição do índice é bem menor que o da gasolina.
Outros produtos que contribuíram para a alta foram as excursões (+4,05%), condomínio residencial (+1,18%), materiais hidráulicos (+8,96%) e vidro (+5,67%).
Já os produtos que ajudaram a conter o aumento do IPCA-BH foram automóvel novo (-2,65%), buffet de festa de aniversário (-4,05%), lanche (-1,93%), perfume (-8,66%) e o queijo minas padrão (-11,26%).
Segundo Eduardo, a tendência de setembro até o fim do ano é de uma sequência de altas, em um cenário em que o IPCA-BH acumulado já está muito alto.
No acumulado de 2026, de janeiro a setembro, o IPCA-BH acumula alta de 3,89%, já tendo ultrapassado o centro da meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) — composto pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e Orçamento, além do presidente do Banco Central do Brasil —, que neste ano é de 3%, se aproximando do teto, fixado em 4,5%. Já a inflação acumulada nos últimos 12 meses é de 4,38%.
Para outubro, a expectativa é que a volta da bandeira tarifária verde reduza o preço da energia elétrica e isso ajude a conter o avanço do IPCA-BH no mês.
IPCR-BH sobe 0,17%
Já o Índice de Preços ao Consumidor Restrito de Belo Horizonte (IPCR-BH) , que calcula a inflação para as famílias com renda de um até cinco salários mínimos, fechou setembro com alta de 0,17%. O índice acumula alta de 4,41% no ano e de 3,96% nos últimos 12 meses.
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Neste recorte, a alta de 4,78% da gasolina comum também foi o principal item de pressão positiva, seguida por excursões (4,05%), maçã gala (9,13%), tomate (13,06%) e aluguel residencial (0,46%).
Entre as contribuições negativas, destacaram-se lanche (-1,93%), perfume (-8,66%), automóvel novo (-2,65%), leite (-2,65%) e automóvel usado (-0,7%). Aqui, Eduardo evidencia como o peso do carro usado é alto para as famílias que ganham até cinco salários mínimos. Mesmo tendo uma queda de preço bem menor que a do carro novo, o impacto do carro usado na inflação é muito parecido.
