Inflação de agosto tem queda de 0,16% em BH, mas acumulado preocupa
Especialista adverte que tendência até o fim do ano é de alta dos preços, o que pode comprometer o acumulado do ano e ultrapassar a meta da inflação
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A inflação em Belo Horizonte, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-BH), recuou 0,16% em agosto, informa a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Fundação Ipead).
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Os itens que mais contribuíram para a queda do IPCA-BH foram as excursões (-7,94%), refeição fora de casa (-1,4%), tapete (-15,69%), passagem aérea (-19,99%) e automóvel usado (-3,01%).
Já os itens que mais pesaram para aumentar a inflação foram o cigarro em maço (19%), condomínio residencial (1,58%), festa de aniversário (5,41%), vidro (13,09%) e lanche (2,73%).
De acordo com Eduardo Antunes, gerente de Pesquisa da Fundação Ipead, desde 2022 o mês de agosto tem sido um marco para uma sequência de altas do IPCA-BH.
Assim, a tendência até o fim do ano é de alta nos acumulados: de janeiro a agosto de 2026, o IPCA-BH já soma alta de 3,67%, enquanto a inflação acumulada nos últimos 12 meses avançou 4,21%.
Ou seja, o IPCA-BH acumulado já superou o centro da meta de inflação para 2026, que é de 3%, e, se a tendência se confirmar, pode se aproximar rapidamente do teto, que é de 4,5%.
Um item que pode contribuir para a alta é a tarifa de energia elétrica. A conta de luz traz o adicional da bandeira amarela desde maio, mas caso o período de seca se estenda as bandeiras vermelhas podem ser acionadas, aumentando o custo e a inflação.
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Ainda de acordo com a Fundação Ipead, o Índice de Preços ao Consumidor Restrito (IPCR-BH) de Belo Horizonte, que calcula a inflação para as famílias com renda de um até cinco salários mínimos, fechou agosto com queda de 0,04%. O índice acumula alta de 3,97% no ano e de 3,70% nos últimos 12 meses.