Gás de cozinha deve aumentar cerca de 7% em setembro, projeta AGLP-MG
Entidade que representa os revendedores de gás de cozinha em Minas Gerais calcula que esse seja o índice de reajuste referente ao dissídio dos trabalhadores das engarrafadoras
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A Associação dos Revendedores de Gás LP de Minas Gerais (AGLP-MG) alerta para um aumento no preço do gás de cozinha em torno de 7% no estado a partir desta terça-feira (1º/9).
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De acordo com Vanildo Gonçalves Teixeira, presidente da AGLP-MG e do Sindicato dos Revendedores e Gás LP de Minas Gerais (Sirtgas), o preço do produto sempre é corrigido no mês de setembro devido ao dissídio que define o reajuste salarial dos trabalhadores das engarrafadoras, negociado junto aos sindicatos laborais.
"Todos os aumentos que nós sofremos durante o ano, de combustível, de petróleo, de insumos, não são repassados para o consumidor. No mês de setembro, as engarrafadoras pegam o aumento do custo operacional mais o aumento do dissídio, fazem uma média e repassam para o para o mercado", explica Vanildo.
As chamadas engarrafadoras recebem o gás da refinaria, geralmente por bombeamento, e envasam em botijões, seguindo dali para as revendas.
Na análise do presidente da AGLP-MG e do Sirtgas, o reajuste de 2026 deve ficar abaixo do aplicado no ano passado, que ficou na casa dos 8,5%. Ele explica que os 7% projetados estão perto do reajuste do salário mínimo para 2027, que deve ser corrigido em 7,4%.
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Ainda de acordo com Vanildo Teixeira, o preço médio do botijão de 13 quilos em Minas Gerais está em torno de R$ 130 em revendas que trabalham com tudo legalizado, com um aumento médio que pode chegar a R$ 9. Vale registrar que o preço médio do gás de cozinha em Minas Gerais na pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em julho foi de R$ 111,26.
Minas Gerais tem mais de 6.900 revendedores de gás, sendo que o preço pode variar muito conforme a região. Quanto mais longe da distribuição, mais caro fica o produto.
"Nós somos a linha de frente, estamos junto com o consumidor. A Petrobras, as engarrafadoras e mesmo os atacadistas não estão diretamente com o consumidor. Por isso nós estamos avisando às pessoas que existe esse cenário, que terá um aumento, para que se preparem e façam um planejamento da despesa", esclarece Vanildo.
O presidente da AGLP-MG acredita que o valor reajustado não vai provocar uma antecipação de compra do gás de cozinha. "O consumidor só faria isso em caso de escassez, como naquela época da greve dos caminhoneiros", recordou. Ele acrescenta que o programa "Gás do Povo", que atende famílias de baixa renda, alivia esse cenário.