Inflação de BH perde força em julho, com avanço de 0,41%
Após fechar junho com alta expressiva de 1,29%, índice do mês seguinte desacelera. Excursões, condomínio e cerveja em bares elevaram o custo de vida na capital
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A inflação em Belo Horizonte, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-BH), avançou 0,41% em julho, informa a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Fundação Ipead).
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De acordo com Eduardo Antunes, gerente de pesquisa da Fundação Ipead, o avanço relativo ao IPCA-BH de julho representa uma desaceleração em relação ao índice de junho, quando foi registrada a alta representativa de 1,29% no custo de vida da capital.
Ele explica que esse "alívio" de julho já era esperado devido à perda da influência dos produtos que pressionaram a inflação em junho, sobretudo a alta da energia elétrica.
O fator sazonal de julho que mais influenciou o aumento da inflação foram as excursões, que ganham força com as férias do meio do ano, com alta de 4,28% e 0,12 ponto percentual (p.p,) no IPCA-BH.
O condomínio residencial também pesou no bolso dos belo-horizontinos, com alta de 1,05% e 0,05 p.p. na composição da inflação. A cerveja em bares registrou alta expressiva de 7,69% (0,04 p.p.). Isso pode ser explicado pela recomposição do seu preço, que reduziu em junho, quando, apesar da Copa do Mundo, o frio pode ter afetado seu consumo.
Outros itens que tiveram variação positiva muito elevada e entraram no ranking dos cinco produtos que mais contribuíram com a inflação de julho foram pneu e câmara de ar (19,07% e 0,04 p.p.) e passagem aérea (18,58% e 0,04 p.p.).
Entre as maiores contribuições negativas, destaque para a refeição fora de casa, que recuou 1,02% e reduziu 0,06 p.p. do IPCA-BH. Na sequência vêm a batata inglesa (-18,43% e -0,03 p.p.), mão de obra (-2,17% e -0,03 p.p.) – pedreiro, marceneiro, eletricista –, joias (-3,51% e -0,02 p.p.) e o pão de sal (-2,47% e -0,02 p.p.).
No acumulado do ano, de janeiro a julho, o IPCA-BH soma 3,84%, abaixo dos 4,26% apurados no mesmo período de 2025. Já a inflação acumulada nos últimos 12 meses foi de 4,14%, alta, mas bem abaixo do mesmo período apurado em julho do ano passado, quando o IPCA-BH estava acima de 6%.
"Não seria correto falar que a inflação está controlada. Ainda estamos avaliando se realmente ela vai se manter num patamar mais baixo, mas já extrapolou a meta de 3%. O ano eleitoral pode influenciar a inflação, com o aumento das especulações, mas esperamos uma inflação mais baixa que em 2025", avaliou Eduardo.
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Para o IPCA-BH de agosto, o gerente de pesquisa da Fundação Ipead acredita que não exista nenhum fator sazonal para elevar significativamente a inflação na capital. Uma preocupação era a energia elétrica, que vai continuar na bandeira tarifária amarela. Ele acrescenta que produtos voláteis, como os combustíveis, podem influenciar o índice. Assim, a aposta atual é de uma variação mais baixa que julho.